INTERCÂMBIO ARTÍSTICO

São Sebastião: a beleza natural como refúgio e inspiração para artistas

Cidade possui locais que recebem e inspiram artistas do Brasil e do mundo e que têm oportunidade de participar de intercâmbio multidisciplinar

Redação
Publicado em 30/06/2024, às 15h58 - Atualizado às 16h22

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Ateliê do Kaaysá Art Residency - Divulgação
Ateliê do Kaaysá Art Residency - Divulgação

As belezas naturais de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, são inquestionáveis. Praias de areia branca e fina, mar cristalino, cachoeiras e muita, mas muita natureza pronta para ser desbravada por ecoturismo. O visual encanta tanto que a possibilidade vai além: serve como um refúgio criativo.

Uma residência, em Boiçucanga, na costa sul da cidade, tem atraído gente de todo o país e de várias partes do mundo. O Kaaysá Art Residency  recebe artistas multidisciplinares, músicos e escritores que buscam aprimoramento de suas técnicas ou  desenvolvimento  de novas ideias. No local, os profissionais podem contar com a ajuda de um curador ou trocar experiências com outros artistas. 

Kaaysá
Artistas de todo o mundo passam pelo Kaaysá, em São Sebastião. - Divulgação

Em outros casos, os profissionais buscam o local como fonte de inspiração e um lugar tranquilo para criar. O distanciamento da rotina corrida ou dos grandes centros urbanos, para se dedicar a um projeto específico, são listados como motivos para procurar abrigo em São Sebastião. 

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Esses movimentos transformam a Kaaysá Art Residency em um intercâmbio multidisciplinar. Segundo os dados divulgados, a casa já recebeu mais de 600 artistas e 40 curadores, com grandes nomes das áreas de atuação como o cineasta, artista e poeta canadense Kevin Andrew Heslop; a artista queniana Agnes Waruguru, que participou da Bienal Sesc Videobrasil e que atualmente expõe na Bienal de Veneza; a pianista e compositora espanhola Clara Peya e a escritora e tradutora Gladhys Elliona, da Indonésia. Do Brasil, já recebeu artistas de renome como o escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, Ignácio de Loyola Brandão; o artista multimídia e poeta Hal Wildson; o artista, arte educador e ativista Moises Patricio; a premiada escritora maranhense Lindevania Martins e a artista plástica Marcela  Cantuaria.

A origem do nome Kaaysá é do tupi, que originou a palavra caiçara. O local foi inaugurado em 2017 pela empresária libanesa naturalizada brasileira Lourdina Jean Rabieh, administradora de empresas apaixonada pelas artes.  Na Europa, estudou e se tornou avaliadora de obras de arte com passagens por importantes galerias e a casa de leilões Christie’s, de Londres . Já como consultora de artes retornou ao Brasil e abriu um antiquário e galeria em São Paulo. 

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Formatos da residência

O local oferece o programa de residência, que dura de três a quatro semanas, e reúne até 15 artistas. Um curador é convidado a cada nova edição e acompanha individualmente cada artista. O profissional também coordena atividades coletivas como roda de conversa entre os artistas; interação com a natureza por meio de expedições à ilha, cachoeiras, praias e  trilhas e visitas a pontos turísticos. Os residentes visitam, ainda, a reserva indígena guarani e podem participar de vivência com pescadores e com alunos de escolas públicas.  

Outras opções são a de que cada artista formate sua residência e o tempo de duração, ou o artista monta seu grupo e atua como coordenador. De acordo com Lourdina, o espaço também coloca à disposição ateliê coletivo, forno de cerâmica, marcenaria, instrumentos musicais e até estúdio para gravação. A expectativa é de que mais duas salas para dança, teatro, exibição de vídeos e exposições estejam disponíveis em breve.  

Beco da Mulher Maravilha

Além da Kaaysá Art Residency, outra referência em cultura, em São Sebastião, é o Beco da Mulher Maravilha, que fica em Maresias. É uma rua que funciona como uma galeria de grafites a céu aberto.

Beco da Mulher Maravilha
Beco da Mulher Maravilha é ponto turístico em Maresias, na costa sul de São Sebastião. - Divulgação

Outro passeio cultural de São Sebastião é pelo centro histórico. Os casarões coloniais coloridos revelam séculos de história em cada esquina. As fachadas preservadas contam a história da cidade, desde os tempos coloniais até os dias atuais, enquanto igrejas centenárias e praças pitorescas oferecem refúgio para contemplação.

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