INSENSIBILIDADE

Golpe e trotes aumentam sofrimento de família de desaparecida em São Sebastião

Patrícia Rosa está desaparecida há uma semana na região do bairro Camburi, em São Sebastião; familiares têm recebido informações falsas

Estéfani Braz
Publicado em 21/06/2024, às 19h30 - Atualizado às 21h38

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Patrícia está desaparecida desde a última sexta-feira (14). - Arquivo pessoal/ Gislene Rosa
Patrícia está desaparecida desde a última sexta-feira (14). - Arquivo pessoal/ Gislene Rosa

A família de Patrícia Gisele Rosa, de 36 anos, desaparecida desde a sexta-feira (14), em São Sebastião, segue em busca de informações sobre o paradeiro dela e enfrenta outro desafio, que tem causado ainda mais sofrimento, os trotes e informações falsas.

De acordo com a irmã de Patrícia, Gislene Graciela Rosa Martiniano, as ligações começaram na quarta-feira (21). “Pessoas que nos conhecem estão nos ligando, porque está chegando até eles informações de que encontraram o corpo da minha irmã, no Piavu, no barreirinha, no meio da mata. Que encontraram ela morta. E isso é uma situação muito desagradável. Tem pessoas da nossa família passando muito mal”. 

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Patrícia foi vista pela última vez na região do bairro Camburi. Segundo familiares, eles foram até a casa onde Patrícia mora com o companheiro, para procurá-la, e foram informados por ele de que ela havia saído para resolver algumas questões e não retornou.

Veja mais: Família busca mulher desaparecida há quase uma semana, em São Sebastião.

Os familiares pedem que parem de disseminar informações falsas sobre o paradeiro de Patrícia. “Gostaria que as pessoas nos respeitassem. Não criem pânico, porque isso cria pânico. A gente não sabe a condição de saúde do próximo. Pode ter alguém com a saúde mais delicada que não receba tão bem essas informações falsas”.

Nesta sexta-feira(21), um homem entrou em contato com Gislene afirmando ter encontrado Patrícia, próximo a Bertioga. Ele chegou a fazer chamada de vídeo com a família e solicitou um pix no valor de R$16, que seria referente ao transporte que ele precisaria pegar para chegar até ao local onde a encontrou. Porém, depois de receber o dinheiro, não respondeu. 

Para Gislene, a maior decepção não foi ter perdido dinheiro em um golpe, mas a esperança que foi gerada com a informação. “Eu agradeço muito a todos que tiveram um tempinho para compartilhar. A todos que estão torcendo para ela aparecer. Todas as pessoas que estão nos ajudando. Mas, também tem a outra parte. Eu gostaria de dizer a aqueles que não passem informações que vocês não sabem adiante. Nós temos também que pensar no próximo. Gostaria que as pessoas tivessem um pouquinho mais de sensibilidade ao lidar com este assunto”. 

As investigações sobre o paradeiro de Patrícia continuam com a Polícia Civil. Qualquer informação pode ser repassada à polícia pelo 190.

Estéfani Braz

Estéfani Braz

Formada em Comunicação Social na Faculdades Integradas Teresa D'Ávila

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