Responsáveis por comércios tradicionais da cidade, como a Massas Santista, Pepino Esportes e Ao Chopp do Gonzaga, contam sobre desafios do ofício

Neste 16 de julho é comemorado o Dia do Comerciante. E a data é uma oportunidade para conhecer a história de alguns empreendedores de sucesso da cidade de Santos, como é o caso da família responsável pela Massas Santista, tradicional comércio em funcionamento desde 1990 e que conta com duas unidades na cidade, uma no bairro do Embaré e outra no Campo Grande.
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Lucas Marques, que atualmente comanda o negócio familiar, começado pela avó Ana Maria, seguida, depois, por seus pais André e Claudia, conta que a produção das massas teve início de forma artesanal, na cozinha do apartamento da avó. “Hoje, 50% da produção continua sendo artesanal. Os outros 50%, nós investimos em maquinário e tecnologia para aliviar um pouco o processo”, disse Lucas.
Entre as massas que mais fazem sucesso entre a fiel freguesia está o nhoque recheado de muçarela e o conchiglione recheado de quatro queijos. A casa, além de comercializar massas prontas, também oferece pratos à la carte. “Atualmente, estamos com um volume de à la carte bem mais elevado. Temos uma preparação rápida , temperos diferenciados e nossos pratos são um sucesso”, comemora Lucas.
E nem só de massas vive a Massas Santista. “Nosso parmegiana de frango, e também nosso à milanesa com creme de milho, são top 5 dos pratos mais pedidos da casa”, contou Lucas. Tantas delícias fazem com que uma ampliação do negócio familiar já esteja no horizonte. “Estamos com planejamento para ampliação ainda este ano, aqui no litoral”, confidenciou Lucas.
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Sobre o ofício de comerciante, Lucas disse: “Ser comerciante é cansativo, mas gratificante, quando você vê que seu negócio já dura anos, passando por gerações e agradando famílias é muito bom. Temos clientes de décadas, que também passam a confiança de pais para filhos".
Luiz Antonio de Alvarenga, outro comerciante de Santos, pode não ser muito conhecido pelo próprio nome, mas ao falar seu apelido, muitos santistas já o associam à sua loja de materiais esportivos. ‘Pepino’, como é chamado na cidade, tem há mais de quatro décadas uma loja no Super Centro Boqueirão, a Pepino Esportes, e se tornou uma referência para a família. O filho dele, Thiago Alvarenga, toca o negócio com a supervisão e todo o conhecimento do pai.

Nos últimos anos, ele teve que se adequar, por causa da chegada de novos concorrentes, e dos e-commerces. Mesmo assim, garante que o diferencial é o atendimento e a fidelidade dos clientes. Inclusive, ele garante que sempre está ligado nas novidades. "O sentimento é de poder sempre estar à disposição da sociedade, para poder escolher novos produtos e claro, o principal de tudo, é a satisfação de quem compra", garante Pepino. A Pepino Esportes também possui uma unidade dentro do Clube Internacional de Regatas, na Ponta da Praia.
Inaugurado em 1962, o Ao Chopp do Gonzaga é um marco na gastronomia de Santos e do bairro do Gonzaga. Fundado pelo imigrante espanhol Venerando Rodrigues Quinhones, juntamente com o já falecido Belmiro Martins dos Santos, atualmente o negócio é comandado pelo neto de Venerando, Thiago Rodrigues.

De acordo com Thiago, o maior desafio, atualmente, é manter a qualidade junto com o custo. "Temos que acompanhar as mudanças de hábitos dos clientes ao longo dos anos e sempre nos manter fiel também à tradição, além de buscar novos clientes todos os dias".
A especialidade do Ao Chopp do Gonzaga é o espeto na brasa. As carnes são previamente marinadas durante horas, em um tempero secreto, e depois grelhadas na churrasqueira de carvão natural. Para acompanhar, o famoso molho de cebola especial e, é claro, um delicioso chope gelado.
Endereços
A data é em alusão ao dia do nascimento de José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairú, em 1756. O Visconde de Cairú é considerado o patrono do comércio do Brasil, graças às suas iniciativas em prol do desenvolvimento das relações comerciais do país com outras nações. A atuação de Cairú ficou reconhecida com a assinatura da Carta Régia, de 28 de janeiro de 1808. Por meio dela, D. João VI, seguindo os conselhos do visconde, abriu os portos brasileiros ao comércio exterior. A celebração do Dia do Comerciante foi instituída por lei em 1953.