Guarda Civil Municipal lotado em Paulínia foi encontrado morto com marcas de tiros em rua de Praia Grande. Em menos de três semanas, corpo é o sétimo encontrado com marcas de violência no litoral de SP

O corpo de um homem foi encontrado em Praia Grande, no litoral de SP, nesta sexta (15). Em um intervalo de 20 dias, este é o sétimo corpo encontrado com marcas de violência no litoral de SP.
O último corpo foi encontrado na manhã de hoje ao lado de um canal no bairro Anhanguera, a cerca de 10 km do centro da cidade, com mais de dez marcas de tiros, segundo moradores. De acordo com informações, o homem era guarda civil municipal em Paulínia, no interior do estado, e chegou a trabalhar por dois meses como GCM em Praia Grande após ser aprovado em um concurso em 2016.
As outras seis mortes ocorreram também em Praia Grande, em Santos e em Guarujá. Dos sete corpos, três foram encontrados em um intervalo de três dias. Todos homens, a maior parte das vítimas tinha mais de 20 anos e parte delas foram encontradas com mãos e pernas amarradas, além de objetos pessoais próximos.

O primeiro corpo, de um homem de 22 anos, apareceu em 25 de junho, há 20 dias, em Santos. Encontrado no bairro Caneleira, a vítima tinha os punhos amarrados e marcas de tiros.
Sete dias depois, em 2 de julho, os corpos de dois homens foram encontrados enrolados em sacos de lixo e lençois no bairro Jabaquara, também em Santos. Eles tinham 20 e 22 anos. Os dois casos foram registrados na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos.

No dia seguinte, em Guarujá, o corpo de um homem de 25 anos foi avistado por caminhoneiros no km 6 da rodovia Cônego Domenico Rangoni, perto do bairro Jardim Conceiçãozinha. Os caminhoneiros avisaram policiais militares rodoviários. A vítima estava sem camisa e com diversas marcas de disparo de armas de fogo.
48 horas depois, no último dia 5, em Praia Grande, o corpo de um homem de 31 anos foi encontrado por moradores em um canal nas proximidades da rodovia Padre Manoel da Nóbrega, no bairro Vilamar.
O homem tinha uma marca de disparo na cabeça, estava com as calças abaixadas e com os braços e pernas amarrados. A polícia suspeita, neste caso, de que o assassinato do homem possa estar relacionado com o estupro de uma criança moradora da região.
Um dia depois, outro homem morto foi encontrado às margens da rodovia Cônego Domênico Rangoni. Além de braços e pernas amarrados, a vítima também tinha ferimentos no rosto.
Após a sexta morte, a 3ª Delegacia de Investigações Sobre Homicídios do Departamento Estadual de Investigações Criminais passou a investigar os casos, sob sigilo.
Na última terça (12), a Polícia Civil disse que havia avanços e que, preliminarmente, haviam sido apuradas motivações diferentes para os crimes. O órgão também afirmou que ainda não havia indícios de ligações entre os crimes.
A reportagem questionou o Deinter-6 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) e a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) sobre o corpo encontrado hoje em Praia Grande e se há relação entre esse caso e os outros. Os órgãos não se manifestaram.