Estrutura inflável de lona protege o canteiro e permite avançar na fase de fundação; unidade terá 30 leitos e atendimento gratuito pelo SUS

Uma solução de engenharia pouco comum foi adotada na construção do primeiro hospital pediátrico público da região, em Santos. Uma bolha gigante de lona, fixada ao solo e inflada por ventiladores, permite que os trabalhadores mantenham o ritmo das obras mesmo durante o período de chuvas.
A estrutura foi instalada no canteiro do Complexo Areia Branca, na Zona Noroeste, onde está sendo construído o hospital que receberá o nome de Prefeita Telma de Souza. O empreendimento fica na esquina das ruas César Augusto de Castro Rios e Afonso Schmidt.
Segundo a prefeitura, a proteção permite a continuidade dos trabalhos, que estão na fase final das fundações. A concretagem está programada para novembro, e a próxima etapa será a execução da superestrutura, que corresponde à estrutura principal do edifício.
O novo equipamento terá aproximadamente 4,4 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em seis pavimentos, além do térreo. A estrutura contará com 30 leitos infantis, sendo 20 de enfermaria e dez de unidade de terapia intensiva (UTI).
O atendimento será gratuito e integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade oferecerá internações, cirurgias, exames de diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes pediátricos.
O térreo concentrará recepção, consultórios, sala de raio-X e áreas técnicas. O primeiro pavimento receberá o centro cirúrgico, a central de material e esterilização e o laboratório. A UTI ficará no segundo andar, enquanto as enfermarias ocuparão o terceiro e o quarto pavimentos.
Os demais andares terão áreas administrativas, espaços de nutrição e instalações técnicas.
O hospital integra o Complexo Areia Branca, projeto que reúne equipamentos de saúde, educação e esporte na Zona Noroeste de Santos. A escola de educação infantil terá capacidade para 275 alunos e contará com 11 salas de aula, biblioteca, estudioteca, sala de atendimento educacional especializado (AEE), ateliê de artes e outros ambientes pedagógicos.
A construção da unidade escolar está na fase de execução da superestrutura. O espaço também terá uma quadra esportiva coberta e um campo de futebol gramado.
O complexo tem investimento estimado em R$85 milhões e resulta de parceria entre a prefeitura de Santos e o consórcio GUV, formado pelas empresas Ultracargo, Granel Química e Vopak Brasil.
O modelo prevê a cessão de um terreno municipal localizado na Alemoa às empresas após a conclusão do empreendimento. A iniciativa reúne diferentes serviços públicos em uma mesma área e pretende ampliar a oferta de atendimento pediátrico, educação infantil e atividades esportivas na Zona Noroeste.