Projeto prevê instalação de unidade com tecnologia chinesa no Sítio dos Areais e inclui estudos para atrair indústria de hidrogênio verde

Cubatão, na Baixada Santista, iniciou estudos para implantar um Polo de Energia Sustentável no antigo lixão do município. Proposta inclui instalação de usina de energia limpa, que utiliza resíduos sólidos para gerar eletricidade e vapor térmico.
Projeto prevê uso da tecnologia chinesa Waste-to-Energy (WTE) e tem como área prevista o Sítio dos Areais, espaço onde, no passado, funcionou como lixão. Intenção é transformar o local em um centro de economia circular, integrando geração de energia e reaproveitamento de resíduos.
Segundo a administração municipal, iniciativa integra estratégia de diversificação da matriz industrial da cidade, historicamente marcada pelo polo petroquímico e siderúrgico. Projeto também é apresentado como alternativa para estimular a economia local, com foco em inovação e reaproveitamento de resíduos.
O prefeito César Nascimento afirmou ainda que o município mantém negociações para atrair a indústria de Hidrogênio Verde, com apoio dos governos estadual e federal, e destacou o envolvimento direto do governador no processo.
“O próprio governador Tarcísio de Freitas designou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, para esta missão, e ele está sendo um grande colaborador. Agora, estamos avançando também em outra frente que é promissora e tendência mundial”, declarou.
Proposta da usina prevê o uso de resíduos sólidos como fonte para geração de energia e insumos industriais. De acordo com a prefeitura, representantes da China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC), parceira da SUS Environment, estiveram em Cubatão na quinta-feira (12) para discutir a possibilidade de implantação do modelo no município.
O prefeito defendeu a necessidade de modernizar o parque industrial do município e afirmou que é preciso pensar de forma estratégica em sustentabilidade e desenvolvimento econômico. Ele acrescentou que a prioridade é gerar empregos para os moradores, ampliar a renda e impulsionar o crescimento da cidade.
Segundo o gerente do departamento de Tecnologia e Projetos da CCECC, Wang Kay, a China reduziu drasticamente a existência de lixões após a implantação de mais de 600 usinas de recuperação energética.
“É um processo seguro e consolidado globalmente. A nossa tecnologia já opera em larga escala em vários países da Ásia e da Europa, convertendo resíduos em recursos valiosos”, afirmou o executivo.
Projeto ainda depende de estudos técnicos, definição do modelo jurídico e cumprimento das exigências ambientais. Ainda não há cronograma definido para implantação. A prefeitura informou que estuda o formato jurídico mais adequado para viabilizar o projeto, incluindo a possibilidade de Parceria Público-Privada (PPP).
“Acredito que uma Parceria Público-Privada seja o melhor caminho. Mas ainda temos que avaliar. Também há toda a questão legal, licenciamento ambiental rigoroso e conformidade técnica. Tudo será feito de uma forma organizada e planejada porque nós sabemos os impactos de processos de industrialização sem o devido controle”, concluiu o prefeito César Nascimento.