Região somava 885 mil veículos em agosto de 2026, ante 805,2 mil em 2021; frota cresceu 10% em 5 anos; frota ativa é disponibilizada pelo Detran-SP

A Baixada Santista tinha 885.800 veículos ativos em agosto de 2026, diante de 805.208 em 2021. O aumento foi de 80.592 veículos em cinco anos, alta de aproximadamente 10%, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).
Considerando a população estimada de 1.871.859 habitantes, nos nove municípios da região, em 2026, a proporção chega a aproximadamente 473 veículos para cada mil moradores.
Na prática, isso equivale a um veículo registrado para cada 2,11 habitantes. O cálculo considera a frota regional de agosto e a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2026.
A proporção considera todos os veículos incluídos no levantamento, e não apenas carros de passeio. O levantamento inclui, além de automóveis, motocicletas, motonetas, ciclomotores, caminhonetes, camionetas, utilitários, caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus, reboques, semirreboques, triciclos e outras categorias cadastradas. Por isso, não significa que cada dois moradores tenham um automóvel próprio. A frota inclui diferentes categorias de veículos registrados nos municípios.
Entre 2021 e agosto de 2026, o total regional passou de 805.208 para 885.800 veículos. Em 2025, a frota somava 871.508 unidades. Assim, o número registrado em agosto de 2026 já representava um acréscimo de 14.292 veículos em relação ao total do ano anterior.
Os veículos de duas rodas tiveram aumento expressivo no período analisado. Motocicletas, ciclomotores e motonetas passaram de 244.577 unidades em 2021 para 287.550 em agosto de 2026. Foram 42.973 veículos a mais, crescimento de aproximadamente 17,6%.
O avanço desse grupo foi superior ao aumento de 10% observado na frota total da Baixada Santista. As categorias de duas rodas representavam cerca de 30,4% do total de veículos em 2021. Em agosto de 2026, a participação chegou a aproximadamente 32,5%.
Os dados mostram que as motocicletas, os ciclomotores e as motonetas ampliaram sua participação na frota regional ao longo de cinco anos. O levantamento, porém, não permite afirmar sozinho quais fatores levaram ao crescimento.
Praia Grande foi o município que mais ampliou a frota em números absolutos entre 2021 e agosto de 2026. O total passou de 140.618 para 172.802 veículos, acréscimo de 32.184 unidades, equivalente a 22,9%.
Bertioga apresentou o maior crescimento percentual no período. A frota passou de 26.497 para 34.158 veículos, alta de 28,9%. Mongaguá registrou aumento de 19,6%, enquanto Peruíbe teve crescimento de 14,7%.
Guarujá ampliou a frota em 10,8%, e São Vicente teve alta de 9,2%. Em Itanhaém, o aumento foi de 7,5%. Cubatão registrou crescimento de 6,1%.
Santosseguiu caminho diferente das demais cidades e foi o único município da região com redução no total de veículos. A frota passou de 219.712 unidades em 2021 para 218.041 em agosto de 2026, queda de 0,8%. Apesar da redução, o município continuou com a maior frota entre as nove cidades.
Em Santos, o grupo formado por motocicletas, ciclomotores e motonetas aumentou de 57.571 para 59.588 unidades no período. Já a categoria de automóveis, utilitários, caminhonetes e camionetas caiu de 139.527 para 135.935 veículos.
Os números municipais mostram ritmos diferentes de crescimento da frota. Praia Grande registrou o maior acréscimo absoluto, enquanto Bertioga teve a maior alta percentual. Santos foi a única cidade com redução no total de veículos registrados.
A frota ativa é disponibilizada pelo Detran-SP em bases mensais por município e categoria. As estimativas populacionais são publicadas anualmente pelo IBGE, com referência em 1º de julho. A proporção regional apresentada nesta reportagem é uma divisão entre esses dois indicadores, referentes a períodos próximos, mas não idênticos.