Representantes legítimas da cozinha mediterrânea, a abobrinha e a beringela precisam de poucos ingredientes para ficar ainda mais saborosas

Elas pertencem à mesma família, as curcubitáceas. Um nome complicado, mas a forma de prepará-las é bem simples. Azeite, tomate e alho, por exemplo, são a tríade perfeita para acompanhar essa dupla. São leves, de digestão fácil e muito versáteis. “Devido sua fina casca e polpa macia, cozinham bem rapidamente, o que ajuda a preservar melhor seus nutrientes e versatilidade”, explica a nutricionista Tatiana Branco.
De acordo com ela, a beringela é um alimento rico em vitaminas (como a B1, B6, B5), minerais como cálcio, fósforo, ferro e fibra solúvel, além de agentes antioxidantes, que previnem contra doenças, envelhecimento celular e inflamações. “Uma curiosidade: pesquisas com diversas variedades de beringela demonstraram que, quanto mais amarga, maior a concentração de compostos fenólicos, as substâncias antioxidantes presentes no vegetal”.
Mas a nutricionista Karoline Jorge lembra que devemos ficar atentos com o preparo. “Evite milanesas e frituras. Prefira os legumes assados, grelhados ou refogados”. Outra vantagem da beringela é a durabilidade. “Não é preciso fazer no mesmo dia da compra. Na hora de armazenar, guarde com casca em saco plástico, que ela se mantém boa por até quatro dias na geladeira”.
Abobrinha - A abobrinha é uma das variedades das abóboras de casca macia, que englobam a abóbora amarela, chuchu, e a abóbora recurvada, por exemplo.
Com baixa caloria (apenas 27kcal por 100g), a abobrinha é composta por 95% de água. É boa fonte de fibras, vitamina C e de folato. “Além disso, contém também betacaroteno, que é precursor da vitamina A no organismo”, explica Tatiana. Magrinhas, saudáveis e deliciosas, essas curcubitáceas rendem receitas deliciosas como a que elencamos aqui.
Karoline Jorge explica que, na hora da compra, o melhor é optar pelas menores e firmes, que são mais saborosas. Veja se não têm machucado ou cortes. “Prefira as que têm cabinhos, que duram mais”. O ideal é conservar refrigerada, para que não amadureçam rápido demais. “Se estiverem durinhas e boas, elas duram cerca de duas semanas na geladeira”, diz Tatiana Branco.

Lasanha de beringela light - ingredientes:
Modo de preparo: refogue a cebola e o alho. Coloque a carne e refogue, soltando bem com o garfo. Acrescente a cenoura ralada e mexa bem. Ponha o sal. Bata no liquidificador o tomate pelado com 1 colher (sobremesa) de açúcar. Junte à carne e deixe cozinhar em fogo baixo por 30 minutos. Depois, acerte o sal e coloque a salsinha picada (se quiser, pimenta também). Reserve. Corte as beringelas em fatias bem finas (use um cortador).
Em um refratário alto, de tamanho médio, coloque uma fina camada de molho. Depois, uma de beringela fatiada. Ponha outra de molho e um pouco de muçarela ralada. Vá repetindo as camadas, até terminar. Por último, deixe molho e salpique o queijo parmesão. Leve ao forno pré-aquecido a 200º C por cerca de 45 minutos, coberto com papel alumínio. Depois, deixe mais um pouco, sem o papel, para gratinar. Dica: se quiser, troque a beringela por abobrinha.

Bruscheta de abobrinha - ingredientes:
Modo de preparo: Descasque o dente de alho e passe em todas as fatias de pão. Reserve. Fatie finamente as abobrinhas e tempere com azeite e pimenta-do-reino. Esquente bem uma grelha ou frigideira antiaderente e coloque as fatias de abobrinha. Deixe cerca de 40 segundos a 1 minuto de cada lado. Coloque-as sobre as fatias de pão. Salpique um pouco de flor de sal e ponha por cima uma fatia de brie. Leve ao forno pré-aquecido a 200° C até que o queijo derreta. Na hora de servir, acrescente mais azeite.
*Dica: se não tiver flor de sal, pegue sal grosso e amasse num pilão ou coloque em um moedor.
Matéria produzida para a Revista Beach&Co - Edição 153/Março 2015; a autora é jornalista, cronista, gastrônoma, sommelièr e coautora do Livro Santos Paladares.