AcquaVias assume operação de 14 travessias com implantação gradual de novos pagamentos; contrato prevê R$2,5 bilhões em investimentos e renovação da frota

Os usuários das balsas do litoral de São Paulo poderão pagar as passagens por Pix e cartões de crédito e débito a partir de segunda-feira (9). A mudança acompanha o início da operação da concessionária AcquaVias, responsável pela gestão de 14 travessias do estado. A implantação dos novos meios de pagamento será gradual.
O dinheiro e as tags de pagamento automático continuarão disponíveis. Durante os primeiros três meses, a empresa atuará em regime de operação assistida, em conjunto com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Nesse período, as tarifas e gratuidades atuais serão mantidas.
A concessão prevê investimentos de R$2,5 bilhões ao longo de 20 anos. Entre as principais medidas estão a incorporação de 45 novas embarcações, mais de 40 delas elétricas, e a construção ou ampliação de 20 terminais.
Também estão previstos centros de controle operacional, novas oficinas de manutenção, cabines automáticas de cobrança e sistemas de automação e segurança. A renovação da frota ocorrerá de forma gradual. Segundo o governo estadual, as primeiras novas embarcações estão previstas a part ir do terceiro ano da concessão.
Dados divulgados pelo governo estadual apontam que a travessia entre Bertioga e Guarujá registrou redução de 10% no tempo médio de espera, na comparação entre os períodos de Natal e Carnaval das temporadas analisadas.
Durante a Operação Verão 2025/2026, o volume médio chegou a 3,8 mil usuários por dia, alta de 4% em relação ao verão anterior.
A nova concessão prevê ampliação da capacidade e da frequência das viagens, com o objetivo de reduzir os intervalos entre partidas e melhorar o atendimento nos períodos de maior movimento.
Antes da concessão, o governo de São Paulo destinou aproximadamente R$240 milhões às travessias entre 2023 e 2026.
Desse total, R$149,9 milhões foram aplicados na reforma de 23 embarcações e R$38,2 milhões na compra de motores e reversores. Outros R$44,42 milhões foram destinados a oito obras em terminais.
A fiscalização do contrato ficará sob responsabilidade da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).