Áreas preservadas do litoral sul paulista reúnem Mata Atlântica, fauna e ambientes protegidos por regras específicas de visitação
Ana Júlia Constantino
Publicado em 12/09/2026, às 06h00
Nem toda praia de Peruíbe é procurada apenas para passar o dia diante do mar. Em alguns trechos preservados do município, a pesquisa científica faz parte da relação com o território, ao lado de ações de educação ambiental e conservação da biodiversidade.
Guarauzinho, Juquiazinho e Desertinha estão inseridos em áreas protegidas e possuem regras diferentes das praias urbanizadas.
Os locais permitem o desenvolvimento de estudos e atividades de educação ambiental, mas o acesso pode ser controlado e depender de autorização ou acompanhamento especializado.
Localizada dentro do Parque Estadual do Itinguçu, a praia do Guarauzinho tem cerca de 650 metros de extensão e fica na margem direita do rio Guaraú. O cenário reúne costões, cachoeiras, rio e Mata Atlântica.
A praia é utilizada para pesquisas científicas e educação ambiental, com presença de entidades e organizações que desenvolvem atividades no local. A visitação depende do acompanhamento de monitores ambientais credenciados pela Fundação Florestal.
Por estar em uma área de proteção integral, não há quiosques, banheiros públicos ou iluminação. O espaço também possui regras específicas para descarte de resíduos, camping e entrada de animais domésticos.
Também dentro do Parque Estadual do Itinguçu, a praia do Juquiazinho tem aproximadamente 1,3 quilômetro de extensão e areia firme e fina.
Diferentemente de uma praia urbana convencional, o local é destinado ao turismo, à pesquisa e à educação ambiental.
O acesso ocorre por trilha ou pelo mar, sempre com acompanhamento de monitores ambientais cadastrados. A praia ainda integra a Trilha das Sete Praias, percurso que passa por outros trechos preservados de Peruíbe.
A área também favorece a observação de fauna da Mata Atlântica e de aves, além do acompanhamento da passagem de cetáceos durante o inverno.
A relação com a pesquisa é ainda mais evidente na praia da Desertinha. Com 319 metros de extensão, ela está integralmente dentro da Estação Ecológica Jureia-Itatins, uma unidade de conservação de proteção integral.
O local é destinado exclusivamente a atividades de pesquisa científica e programas de educação ambiental. A área preserva remanescentes de Mata Atlântica e vegetação de restinga e funciona como ambiente para o monitoramento de espécies.
Pelas características da unidade, a visitação é restrita e segue protocolos específicos. Não há estrutura comercial, como quiosques ou restaurantes, e atividades recreativas comuns de praia não fazem parte da finalidade do espaço.
A Fundação Florestal é responsável pela gestão de unidades de conservação estaduais como o Parque Estadual do Itinguçu e atua na organização da visitação e na proteção desses ambientes.
Por isso, quem pretende conhecer áreas preservadas de Peruíbe deve observar as regras de acesso e consultar previamente as condições de visitação.
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