Arquipélago foi o único munícipio do estado de São Paulo reconhecido, desbancando destinos consolidados como Campos do Jordão e Guarujá
Reginaldo Pupo
Publicado em 23/08/2025, às 15h00
Em agosto de 2007, a cidade de Ilhabela, no litoral norte paulista, foi declarada pelo Ministério do Turismo como um dos 65 municípios indutores do turismo. Foi a única cidade do estado de São Paulo contemplada nas metas do Plano Nacional do Turismo 2007-2010.
Ilhabela superou destinos consolidados e conhecidos, como Campos do Jordão e Guarujá. A exceção foi a capital paulista, já que todas as capitais brasileiras também foram selecionadas por serem destinos naturais de turismo.
Com o “título”, os municípios de São Paulo e Ilhabela passaram a ser capacitados para servirem como indutores do turismo, sendo referência em todo o estado. O plano, à época, previa as principais estratégias do governo para o setor nos quatro anos seguintes. Por este motivo, Ilhabela serve, até hoje, de modelo de destinos indutores do desenvolvimento turístico regional.
Para ser considerado um destino, o município deve possuir infraestrutura básica e turística, ter atrativos qualificados e ser um núcleo receptor e distribuidor de fluxos turísticos. A partir daquele ano, a cidade passou a receber investimentos no setor, como obras de estradas e saneamento básico, com verbas de apoio de outros ministérios, como o do Meio Ambiente, Saúde e das Cidades.
O Ministério do Turismo realizou um minucioso processo seletivo para chegar aos 65 municípios que, conforme prevê o plano, passaram a ser os indutores do turismo em suas respectivas regiões.
O primeiro passo foi escolher justamente os municípios com real potencial turístico. Foram pesquisadas 200 regiões e 3.819 cidades. Na segunda fase, o ministério chegou a 149 regiões e 1.207 municípios. Na terceira avaliação, chegou-se a 116 regiões, 474 municípios pesquisados e 87 roteiros selecionados.
A partir desta fase, o ministério detectou quais cidades realmente tinham expoentes que atendiam ao plano, como potencial turístico, trabalho regional, produto turístico formatado e também como destino de especialidades (Sol, mar, mergulho, ecoturismo, religioso, entre outras).
A partir de 2007, o Sebrae e a FGV (Fundação Getúlio Vargas), do Rio de Janeiro, parceiras no projeto com o Ministério do Turismo, iniciaram avaliações obrigatórias dos municípios. Os resultados são apurados anualmente.
Os pesquisadores observam a infraestrutura básica, a turística, meio ambiente, sociedade, atividade econômica, atratividade turística, marketing e promoção, monitoramento, capacidade empresarial, setor público, cultura e cooperação regional. A escolha de Ilhabela foi facilitada, pois já cumpria parte das metas.
Em 2024, Ilhabela foi escolhida pelo principal site de avaliações de cruzeiros, o CruiseCritic, do TripAdvisor, como um dos 12 melhores destinos do mundo para receber navios de cruzeiro. No site, a cidade é mostrada como um lugar que abriga riqueza de praias e cachoeiras que os passageiros podem visitar ao desembarcar.
Além de suas belezas, Ilhabela oferece vasta diversidade de opções, pelas quais os cruzeiristas podem fazer caminhadas, trilhas, city tours, passeios náuticos ou de jipe; mergulho, experiências culturais e gastronômicas. A infraestrutura e a qualidade de serviços, tão próximos ao ponto de desembarque, também são destaques na escolha do destino.
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A prefeitura mantém um receptivo organizado onde os passeios são ofertados com horários programados, para que o turista aproveite ao máximo seu tempo antes de embarcar novamente. Passeios de jipe, vans, barcos, táxis e guias de turismo estão à disposição.
Os visitantes também podem fazer caminhadas ou andar de bicicleta pelo centro histórico, comprar souvenires ou simplesmente aproveitar e relaxar em bares e restaurantes próximos ao ponto de desembarque. Ilhabela costuma receber cerca de 250 mil turistas de cruzeiros, a cada temporada, que se inicia em outubro e se encerra em abril.
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