Mulher indiciada por agressão, desacato e injúria racial ficou presa 24 horas, após confusão com guarda-vidas de Ubatuba
Redação
Publicado em 09/01/2026, às 18h26
Polícia Civil de Ubatuba instaurou inquérito para apurar agressões contra guarda-vidas temporários, na manhã de quinta-feira (8), na praia Grande, litoral norte de São Paulo, após confusão entre turistas e equipes de resgate.
Ocorrência envolveu uma turista de 36 anos, detida no mesmo dia, suspeita de lesão corporal, desacato e injúria racial, crimes atribuídos durante discussão com profissionais que atuavam no atendimento de emergência no mar.
Conforme apurado pela reportagem, nesta sexta-feira (9), a indiciada permaneceu presa por cerca de 24 horas e recebeu liberdade provisória, mediante cumprimento de medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, sem exigência de fiança.
Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), o episódio ocorreu por volta das 11h, quando a turista acusou três guarda-vidas, de 24, 27 e 34 anos, de não prestarem auxílio na busca por uma criança, que teria se perdido na faixa de areia.
De acordo com os depoimentos, os socorristas realizavam resgate no mar naquele momento, o que impediu apoio imediato à solicitação, fato que deu início à troca de ofensas verbais entre as partes.
Imagens anexadas ao inquérito (veja abaixo) mostram a mulher empurrando um dos guarda-vidas, seguida por agressões físicas. O marido dela, policial militar de folga, tentou intervir, mas acabou envolvido no confronto.
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A confusão se intensificou com a participação de outras pessoas e exigiu intervenção de policiais militares, que buscavam separar os envolvidos; diante da aglomeração formada na praia, eles algemaram um dos guarda-vidas.
Este guarda-vidas relatou à Polícia Civil que sofreu racismo por parte da turista durante o episódio e afirmou que foi atingido com chutes e socos mesmo após contenção policial.
Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Defesa da Mulher de Ubatuba, onde o caso foi registrado como lesão corporal, vias de fato, desacato e injúria racial.
Em nota, o GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo) informou que acompanha o caso e colabora com as investigações; já a Polícia Civil informou que mantém inquérito em andamento para esclarecer responsabilidades e circunstâncias da confusão.
A reportagem não localizou a indiciada, ou seus representantes legais; espaço segue aberto caso queiram se manifestar sobre o episódio.
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