BRIGA GENERALIZADA

Guarda-vidas é algemado e agredido após briga com banhistas no litoral de SP

Briga começou após mãe relatar filho sumido na areia, mas resgate no mar teve prioridade; GBMar diz que colabora com as investigações

Guarda-vidas é algemado e agredido após briga com banhistas no litoral de SP
Guarda-vidas disse ter sofrido chute no rosto mesmo algemado - Reprodução/Redes Sociais


Na manhã desta quinta-feira (8), na Praia Grande, em Ubatuba, um GVT (guarda-vidas temporário) acabou algemado e agredido após confusão com banhistas, fato que mobilizou Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e equipes do GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), segundo relatos e registros em vídeo.

De acordo com testemunhas, uma mulher ainda não identificada procurou os guarda-vidas para relatar que o filho havia desaparecido momentaneamente na faixa de areia. No entanto, o guarda-vidas temporário priorizou resgate no mar em andamento, o que gerou insatisfação da solicitante.

Conforme relatos do guarda-vidas envolvido na confusão, após ele ter negado o atendimento, a mulher passou a hostilizá-lo verbalmente, o que ocasionou exaltação entre as partes e situação partiu para agressões.



Imagens encaminhadas à reportagem e que viralizaram nas redes sociais (veja mais acima) mostram o casal de banhistas e dois guarda-vidas discutindo. Em meio à confusão, a mulher aparece desferindo socos e chutes contra os socorristas.

Em outro trecho do vídeo, o guarda-vidas surge algemado por policiais militares e com o rosto ensanguentado. Em depoimento gravado, o GVT afirmou que sofreu chute no rosto por parte da mulher, enquanto estava imobilizado, fato que causou revolta entre colegas de trabalho e frequentadores da praia.

O guarda-vidas envolvido afirmou, ainda, que sofreu injúria racial durante a confusão. Segundo o relato, a mulher o teria chamado de "macaco" antes de partir para agressão física contra o socorrista.



Em nota oficial, o GBMar informou que a Polícia Militar interveio para separar os envolvidos e restabelecer a ordem. Segundo a corporação, não foi possível identificar, naquele momento, quem iniciou as agressões. A ocorrência foi apresentada à Delegacia de Polícia de Ubatuba, onde permanece sob apuração.

Episódio causou forte repercussão entre salva-vidas do município, que manifestaram indignação e passaram a discutir paralisação dos trabalhos na praia.

Quanto a isso, o GBMar informou que não tomou conhecimento formal sobre possíveis paralisações e destacou que guarda-vidas temporários seguem regime especial de contratação, com eventuais paralisações avaliadas de forma estratégica, para não comprometer o serviço nas praias.



Para mais conteúdos

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!