Julgamento ocorreu durante a terça-feira (16) em São Vicente; MC Primo foi um dos cinco funkeiros mortos na Baixada Santista, entre 2010 e 2012
Redação
Publicado em 17/07/2024, às 11h30 - Atualizado às 11h35
Por falta de provas, o policial militar Anderson de Oliveira Freitas foi absolvido em julgamento sobre a acusação de ter cometido homícidio contra Jadielson da Silva Almeida, mais conhecido como MC Primo, em São Vicente. A decisão foi tomada na noite da terça-feira (16), em votação do júri popular no fórum da cidade. Uma primeira sessão do julgamento ocorreu no dia 14 de maio, mas foi interrompida após a defesa do acusado abandonar o plenário.
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MC Primo foi morto em abril de 2012 quando se aproximava de sua casa no bairro Jóquei Clube. Suspeitos se aproximaram do carro onde ele estava e efetuaram 11 disparos, após sua famíla sair do veículo. De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), o funkeiro sofreu quatro perfurações no tórax, três nas costas, duas na coxa direita, uma no ombro, e uma no punho esquerdo.
Em dezembro de 2022, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) realizou a apresentação de denúncia com exame pericial, que comprovava que um dos 11 projéteis que atingiram a vítima saiu da arma utilizada por Anderson, que teve prisão preventiva decretada.
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A defesa alegou que o PM estava de folga no dia do crime e que não conhecia o funkeiro. Porém, o juiz Alexandre Torres de Aguiar inseriu na sentença que Anderson chegou a cumprimentar o funkeiro horas antes do ocorrido. MC Primo foi um dos cinco funkeiros mortos na Baixada Santista entre 2010 e 2012. Além dele, foram executados MC Duda do Marapé; MC Felipe Boladão; Japonês do Funk e MC Careca. Os casos nunca foram solucionados.
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