Piloto fica preso no topo de árvore após queda de parapente no litoral de SP

Três acidentes com parapente foram registrados em menos de 24 horas, em um dos locais mais procurados para a prática de voo livre no litoral norte

Lenildo Silva
Publicado em 16/11/2025, às 17h27

Agentes do 11º Grupamento de Bombeiros (11º GB) retiram o homem do topo da árvore - Divulgação/11ºGB


Ao menos três acidentes com pilotos de parapente foram registrados em poucas horas, no morro Santo Antônio, em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo. O local, um dos mais procurados para a prática de voo livre no litoral norte, teve o sábado (15) com intensa mobilização das equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu.

Piloto fica preso no topo de árvore após queda de parapente no litoral de SP
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— Portal Costa Norte (@costanortenews) November 16, 2025

O primeiro caso ocorreu logo no início do dia, quando um piloto fez um pouso forçado e teve a asa do parapente presa em uma árvore. Apesar do susto, ele não sofreu ferimentos graves e recebeu atendimento no local.

Minutos depois, outro piloto e uma passageira sofreram queda logo após a decolagem. Ambos tiveram apenas arranhões e foram liberados após avaliação médica.



O terceiro acidente, registrado às 11h56, mobilizou novamente as equipes de resgate. Um praticante de 57 anos perdeu a sustentação do equipamento e ficou preso entre árvores na encosta do morro.

As imagens obtidas pela reportagem (veja acima) mostram o momento em que agentes do 11º Grupamento de Bombeiros (11º GB) retiram o homem do topo da árvore. Um médico do Samu fez a avaliação da vítima no próprio local e confirmou que ele não apresentava ferimentos. O piloto foi liberado em seguida.

Por meio de nota enviada à imprensa, a Associação de Voo Livre de Caraguatatuba esclareceu que os incidentes recentes envolvendo pilotos ocorreram, em parte, porque alguns praticantes desconsideraram as condições climáticas ou, por serem visitantes, não tinham conhecimento suficiente sobre as particularidades da área de voo. A entidade reforçou que, quando seguidos os protocolos, o voo livre é uma atividade segura.



A associação informou que adotou medidas adicionais de prevenção como a ampliação das orientações técnicas aos pilotos e intensificação do monitoramento das operações. Por fim, reafirmou o compromisso com a segurança, a prática responsável e a integridade de todos os praticantes do voo livre na região.

Ocorrência recente

No início de novembro, uma piloto de parapente perdeu o controle do equipamento por causa das condições do vento e caiu no mar, entre as praias Martim de Sá e Prainha, também em Caraguatatuba.

Um pescador que tentou socorrer a vítima também caiu na água depois de escorregar durante o resgate improvisado. Ambos foram retirados do mar por equipes do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e receberam atendimento na faixa de areia.



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