Ação foi realizada em várias cidades do estado de São Paulo, entre elas, São Vicente, Santos e Praia Grande; 25 pessoas são investigadas no esquema
Redação
Publicado em 18/07/2024, às 20h57 - Atualizado às 21h15
Uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Presidente Prudente, na quarta-feira (17), apreendeu cartões bancários, celulares e munições de armas de fogo, em cidades de São Paulo, Bahia e Distrito Federal. A ação, batizada de Duplus, tem como alvo integrantes de uma organização suspeita de aplicar golpes financeiros. No estado de São Paulo, a operação foi realizada, simultaneamente, nas cidades de São Paulo, Diadema, São Vicente, Santos e Praia Grande. Além disso, a ação ocorreu na Bahia e no Distrito Federal.
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Os investigados invadiam perfis das redes sociais para anunciar falsos investimentos e enganar as vítimas. O nome da operação, Duplus, que em latim significa dobro, faz referência ao valor prometido às vítimas sobre o lucro dos investimentos.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Nas primeiras horas, os policiais apreenderam cartões bancários, celulares e munições de arma de fogo. Além disso, até a tarde de quinta-feira (18), 25 suspeitos estavam sendo investigados no esquema criminoso.
As investigações começaram após uma vítima, que perdeu R$ 30 mil, registrar um boletim de ocorrência em 2023. Outras vítimas do bando foram identificadas. O caso, da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), foi encaminhado ao Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro para análise.
Durante as investigações, os policiais descobriram que os suspeitos invadiam contas nas redes sociais e realizavam falsas propagandas de investimentos nos perfis das vítimas. Com isso, seguidores acabavam caindo no golpe, que prometia retorno rápido.
Uma das criminosas se apresentava como corretora de valores e prosseguia com o crime, induzindo as vítimas a realizarem depósitos via Pix, com a alegação de que receberiam o dobro do dinheiro aplicado.
Os envolvidos responderão pelos crimes de estelionato com fraude eletrônica, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de capitais.
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