Operação apreende 10 mil celulares e utiliza IMEI para identificar donos legítimos

Segundo a SSP-SP, 25 aparelhos recolhidos em operação já foram devolvidos às vítimas; cruzamento de dados segue em andamento

Redação
Publicado em 29/08/2026, às 14h10

Aparelhos apreendidos passam por triagem técnica com base nos dados fornecidos pelos proprietários nos boletins de ocorrência - Polícia Civil/Divulgação


Durante uma operação do Programa SP Mobile do Governo de São Paulo, na Baixada Santista, a Polícia Civil apreendeu cerca de 10 mil celulares. Os alvos foram estabelecimentos comerciais de compra, venda e manutenção de aparelhos. As apreensões foram realizadas em lojas de Santos, Guarujá, Bertioga e Cubatão.

Os policiais encontraram aparelhos inteiros e seminovos e de acordo com a corporação, seriam usados principalmente para o reaproveitamento de peças. Alguns comerciantes não apresentaram documentos que comprovassem a origem dos telefones. Um homem foi preso suspeito de receptação.

A Polícia Civil está verificando os aparelhos apreendidos para identificar a origem dos dispositivos e localizar os proprietários. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), 25 unidades já foram devolvidas às vítimas. Os demais telefones permanecem sob análise pericial.



O processo de identificação fundamenta-se no cruzamento de dados registrados nos boletins de ocorrência com o código de Identificação Internacional de Equipamento Móvel (IMEI), numeração individual que funciona como registro de cada aparelho.

A correspondência entre o código do equipamento e os registros oficiais permite que os agentes contatem os proprietários para a devolução. A polícia orienta que as vítimas de roubo ou furto de celulares constem o número do IMEI e os dados das notas fiscais na elaboração do boletim de ocorrência.

As análises dos demais telefones apreendidos continuam pelas equipes policiais para posterior restituição aos donos legítimos.



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