Agressora teria batido a cabeça da vítima várias vezes no chão; crime ocorreu na terça-feira (10), em frente à escola Valéria Cristina Vieira da Cruz
Lucas Santos
Publicado em 12/09/2024, às 15h36 - Atualizado às 15h47
Uma professora de 39 anos foi ofendida e espancada pela mãe de um aluno da escola municipal Valéria Cristina Vieira da Cruz, em Guarujá, no litoral paulista. Na tarde de terça-feira (10), a vítima ainda teria sofrido ameaças de morte, proferidas pela mãe de um aluno.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, a professora relatou que estava em frente à escola, quando a confusão começou. A mãe de um aluno, insatisfeita com a tomada de medidas administrativas escolares em relação ao comportamento do filho, teria proferido diversas ofensas e agressões; em um dos ataques, a mãe teria batido a cabeça da vítima no chão várias vezes.
Em meio aos socos e chutes, a professora foi ofendida com diversos palavrões e, ainda, sofreu ameaças de morte. “Eu vou mandar te matar, eu vou falar com os manos e você vai morrer”, teria dito a mãe. Com uma fratura no nariz, a professora foi medicada no Hospital Guarujá e, posteriormente, na Santa Casa de Santos, onde realizou uma tomografia do crânio.
Em relato nas redes sociais, a vítima detalhou o trauma vivido. “Gritei, pedindo por socorro, mas a sensação que tive é de que ninguém me ouvia. Quase desfalecida, foi quando percebi que alguém a continha. Consegui me levantar, desesperada, corri em busca de ajuda. Com o rosto ensanguentado voltei para escola e pedi socorro. Minha cabeça latejava de tantos socos e batidas contra o chão. Pedi a Deus para me salvar, rezei, sozinha tentei entender o porquê de tudo isso. Mas não há explicação para algo tão brutal e cruel”, disse ela.
Procurada pela reportagem, a prefeitura de Guarujá informou, em nota, que tem conhecimento do caso e que repudia qualquer tipo de violência. "A educadora foi atendida e afastada por recomendação médica, além de ser encaminhada para registrar um boletim de ocorrência. Enquanto a Polícia Civil investiga o caso, a Seduc fornece todo o apoio necessário à servidora, além da comunidade escolar, por meio da disponibilização de acompanhamento psicológico e demais profissionais da equipe multidisciplinar da pasta, que também é composta por assistentes sociais, psicopedagogos e fonoaudiólogo”, completou a prefeitura.
O ataque foi registrado no 1° DP Guarujá como lesão corporal, injúria e ameaça. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou o caso e disse que a autoridade policial segue à disposição.
Empresário é vítima de sequestro relâmpago em Guarujá
Golpista explora câncer infantil para obter lucro; entenda o caso