Influenciador Buzeira é preso pela PF em operação contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional

Conhecido por milhões de seguidores, Bruno Alexssander Souza Silva é um dos alvos da Operação Narco Bet; família alega que armas apreendidas são de airsoft

Redação
Publicado em 14/10/2025, às 14h56

Influenciador Buzeira é preso pela PF em operação contra lavagem de dinheiro - Reprodução/Polícia Federal e Redes Sociais


O influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, foi preso pela Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (14). Ele é um dos alvos da Operação Narco Bet, que visa desarticular um esquema de lavagem de dinheiro. O grupo criminoso é vinculado ao tráfico internacional de drogas.

Buzeira, com mais de 15 milhões de seguidores, foi detido em Igaratá (SP). Ele ganhou destaque após arrecadar mais de R$ 1 milhão com a brincadeira "corte da gravata" em seu casamento.

A operação cumpriu mandados em quatro estados brasileiros e na Alemanha.



Esquema de lavagem e a defesa da família

As investigações da PF apontam que o grupo criminoso utilizava técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras em criptomoedas e remessas internacionais. O objetivo era ocultar a origem ilícita dos valores.

Parte do dinheiro movimentado teria sido direcionada para estruturas empresariais. Estas são vinculadas ao setor de apostas eletrônicas, as chamadas bets. O nome de Buzeira foi citado também em relatórios relacionados ao caso VaideBet.

Uma tia do influenciador Buzeira contestou as apreensões, em entrevista ao SBT, quando  afirmou que as armas encontradas são de airsoft.



É arma de mentira. Eles [polícia] estão mentindo [sobre] isso", declarou a familiar.

A CNN tentou contato com a defesa de Buzeira, sem retorno.

Detenções e bloqueio de bens

Além de Buzeira, o empresário Rodrigo Morgado também foi preso na operação. Morgado já havia sido investigado e preso anteriormente por porte ilegal de arma e tráfico, mas estava em liberdade provisória.

Foram cumpridos 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão, nos estados Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Um mandado de prisão também foi executado na Alemanha, com apoio da Polícia Criminal Federal alemã.



As medidas judiciais incluíram o bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 630 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. Os investigados podem responder por lavagem de dinheiro e associação criminosa, com indícios de atuação transnacional.



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