Homem mata companheira a facadas e mente para a polícia, em São Vicente

Vítima é Elaine Cristina Felix da Silva, de 50 anos; ocorrência no bairro Quarentenário foi inicialmente registrada como morte suspeita

Lucas Santos
Publicado em 05/12/2025, às 11h57

Crime foi registrado na Delegacia de Polícia de São Vicente como homicídio - Reprodução/Google Street View


Uma mulher de 50 anos, identificada como Elaine Cristina Felix da Silva, foi morta a facadas pelo companheiro, de 46 anos, em São Vicente, litoral paulista. O crime ocorreu na quarta-feira (3), na rua Nove, bairro Quarentenário, e foi inicialmente registrado como morte suspeita.

O autor do crime estava no local dos fatos. A equipe médica atestou o óbito de Elaine Cristina e socorreu o companheiro, devido a um ferimento superficial no pescoço.

Versão inicial desmentida

Em primeiro relato aos policiais, o homem afirmou que a companheira teria chegado à residência em visível estado de embriaguez, o agredido com uma faca no pescoço e, em seguida, desferido golpes contra si mesma, o que teria causado os ferimentos que a levaram à morte.



No entanto, a perícia técnica foi acionada e a análise da cena do crime desmentiu a versão inicial. A investigação apontou inconsistências graves:

Confissão 

Diante da análise pericial, o autor foi interrogado pela equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e confessou o delito.

O homem relatou, desta vez, que a discussão teria começado após a vítima chegar com uma amiga e começar a quebrar objetos e xingá-lo. Após a amiga ir embora, ele disse ter ficado "com raiva", e que pegou uma faca, e a mulher tentou fugir em direção ao banheiro. Neste momento, ele a golpeou várias vezes pelas costas.



O autor alegou ainda que tentou tirar a própria vida cortando o pescoço, mas não conseguiu.

A arma do crime foi apreendida pela perícia policial. O agressor foi indiciado por homicídio qualificado e segue internado no Hospital Vicentino sob escolta policial. A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, em decorrência  da extrema violência do crime e a impossibilidade de defesa da vítima.

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