Ataque ocorreu na rua Agenor de Assis, no bairro Vila Alice, em Vicente de Carvalho, neste sábado (27); veja orientações sobre como agir nesses casos
Rodrigo Florentino
Publicado em 27/06/2026, às 10h51
Um homem foi atacado por um enxame de abelhas enquanto capinava um terreno em Guarujá, no litoral de São Paulo, na manhã deste sábado (27).
O ataque ocorreu na rua Agenor de Assis, no bairro Vila Alice, distrito de Vicente de Carvalho.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento do resgate do Corpo de Bombeiros, com a vítima sendo colocada dentro da ambulância e bombeiros jogando água para afastar as abelhas.
Segundo a corporação, a vítima foi levada para o pronto-socorro de Vicente de Carvalho inconsciente. Até o momento, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde da vítima.
Homem é atacado por abelhas ao capinar terreno no Guarujá
— Portal Costa Norte (@costanortenews) June 27, 2026
📹Reprodução/Redes Sociais pic.twitter.com/xeftyUkLi9
Alguns cuidados simples podem reduzir o risco de acidentes envolvendo enxames de abelhas. Por isso, o Costa Norte mostra dicas e orientações publicadas pela Secretaria de Saúde do Paraná:
Quando uma pessoa sofre diversas picadas de abelhas, o atendimento médico deve ser buscado imediatamente por meio do Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Caso seja possível, leve alguns dos insetos ao hospital para auxiliar na identificação da espécie.
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Os ferrões devem ser retirados o mais rápido possível por meio de raspagem com um objeto rígido, como uma lâmina ou cartão plástico. O uso de pinças não é recomendado, pois pode comprimir a bolsa de veneno e aumentar a quantidade de toxina liberada na pele.
Os efeitos das picadas variam conforme a quantidade de ferroadas, o local atingido e a sensibilidade de cada pessoa. Na maioria dos casos, uma única picada provoca dor intensa, vermelhidão, coceira e inchaço, sintomas que costumam desaparecer gradualmente ao longo de horas ou poucos dias.
Pessoas alérgicas podem apresentar reações graves mesmo após apenas uma ferroada. Entre os sinais de alerta estão urticária, dificuldade para respirar, inchaço na garganta, queda da pressão arterial e desmaio.
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Quando há múltiplas picadas, a grande quantidade de veneno pode causar intoxicação.
Nesses casos, podem surgir vermelhidão generalizada, sensação de calor, coceira intensa, náuseas, vômitos, cólicas, aceleração dos batimentos cardíacos, dor de cabeça e dificuldade respiratória.
As situações mais graves podem evoluir para choque anafilático, insuficiência respiratória e insuficiência renal, exigindo atendimento de urgência.
As abelhas utilizam o ferrão como mecanismo de defesa da colmeia. Nas colônias, as operárias são responsáveis por proteger a rainha e o enxame.
Ao ferroar uma pessoa, a abelha perde o ferrão e morre logo depois. Mesmo separado do corpo, o ferrão continua liberando veneno por alguns instantes.
Além disso, a primeira abelha que ataca libera substâncias químicas conhecidas como feromônios, que funcionam como um sinal de alerta para o restante da colônia.
Isso faz com que outras abelhas também avancem contra a mesma ameaça, aumentando o risco de acidentes com dezenas ou até centenas de picadas.
As abelhas são sensíveis a odores fortes, cores escuras, vibrações e sons intensos, fatores que podem desencadear comportamentos defensivos.
Existem cerca de 20 mil espécies de abelhas em quase todos os continentes, com exceção da Antártida.
Além da produção de mel, esses insetos desempenham papel essencial na polinização de plantas, contribuindo diretamente para a manutenção dos ecossistemas e da produção de alimentos.