Setores de saúde e transportes lideram ocorrências no país; em Santos, litoral paulista, construtora atinge a marca de 533 dias sem acidentes com afastamento
Redação
Publicado em 13/08/2026, às 16h00
O Brasil registrou mais de 800 mil acidentes e 3.644 mortes no ambiente de trabalho, no ano de 2025, de acordo com os dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego.
Diante do alto índice nacional, o uso de equipamentos de proteção desponta como a principal medida para salvar vidas, como mostra o exemplo de um canteiro de obras em Santos, litoral paulista.
Uma construtora da cidade atingiu a marca de 533 dias sem acidentes com afastamento. Para alcançar esse resultado em um setor considerado perigoso, a empresa adota um rigoroso protocolo de monitoramento diário e exigência de itens de segurança.
O técnico em segurança do trabalho Wellington Silva Félix detalha a abordagem adotada com a equipe no local. "Temos que ter as restrições, temos que monitorar cada uma das atividades. A empresa aqui ela preza muito pela segurança do trabalho dos nossos colaboradores", explica.
Ele reforça a importância do apoio psicológico na rotina profissional: "A gente vai trabalhar sempre pensando no ser humano e trazer ele pra gente conscientizá-lo da importância que ele tem de voltar pra casa inteiro".
Antes do início de cada função, os profissionais avaliam os riscos estruturais da obra. O técnico ressalta a utilidade dos equipamentos fornecidos para os trabalhadores.
Vai começar a atividade a gente vai fazer esse gerenciamento, vai monitorar as possíveis causas de que pode acontecer um acidente. E como é que a gente previne isso? Através dos equipamentos de proteção coletiva e individual.", afirma Wellington.
Apesar do risco aparente na construção civil, o setor da saúde lidera o ranking nacional de acidentes com 35,6% dos casos registrados, com forte impacto sobre os técnicos de enfermagem. O setor de transportes aparece em segundo lugar (18,7%), seguido por indústria (13,2%) e comércio (9,8%).
Em relação às mortes, o transporte rodoviário apresenta o cenário mais grave do país. O segmento respondeu por 2.601 óbitos no último ano. Os motoristas de caminhão formam a categoria com o maior número de perdas, somando 4.249 vítimas fatais ao longo de dez anos. O dado equivale a uma média de um falecimento por dia nas rodovias.
*Com informações da jornalista Letícia Sanvez, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral e Vale