Colmeia que matou idoso em ataque de abelhas é removida em Guarujá

Enxame de abelhas africanizadas, considerado extremamente agressivo, foi retirado pelo Grupamento de Defesa Ambiental após morte de morador

Redação
Publicado em 01/07/2026, às 14h19

Vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento do resgate da vítima - Reprodução / GCM Ambiental e Redes Sociais


A colmeia de abelhas africanizadas, responsável pelo ataque que matou um idoso em Guarujá, litoral de São Paulo, foi removida no domingo (28) pelo Grupamento de Defesa Ambiental (GDA). Ação ocorreu um dia após o incidente que resultou na morte da vítima.

Colmeia que matou idoso em ataque de abelhas é removida em Guarujá
📹: Divulgação / GCM Ambiental pic.twitter.com/SR9JiKVvdh

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Segundo o GDA, a colmeia estava instalada em local de difícil acesso, entre a vegetação e resíduos, e abrigava um enxame extremamente populoso e agressivo, o que exigiu uma operação especializada para garantir a segurança durante a remoção.

Os agentes constataram que a colmeia havia sido formada de maneira irregular entre restos de um móvel de madeira. A estrutura principal da colmeia permaneceu preservada e, conforme a avaliação da equipe, o enxame aparentava existir no local havia alguns anos.



Após a captura, a colmeia foi remanejada para uma área distante da zona urbana, na região do morro da Barra, onde não oferece risco à população e pode permanecer em ambiente adequado.

Morte de idoso

O idoso morreu na manhã de sábado (27), após sofrer um ataque de abelhas enquanto capinava um terreno na rua Agenor de Assis, no bairro Vila Alice. Ele chegou a dar entrada no pronto-socorro de Vicente de Carvalho com um sangramento significativo e evoluiu para uma parada cardiorrespiratória; a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. O Corpo de Bombeiros atendeu uma segunda vítima no local do incidente e conseguiu deixar a área sob controle e em segurança.

Veja o resgate:

Homem é atacado por abelhas ao capinar terreno no Guarujá

📹Reprodução/Redes Sociais pic.twitter.com/xeftyUkLi9

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Como evitar ataques de abelhas

Alguns cuidados simples podem reduzir o risco de acidentes envolvendo enxames de abelhas. Por isso, o Costa Norte mostra dicas e orientações publicadas pela Secretaria de Saúde do Paraná:



O que fazer em caso de picadas

Quando uma pessoa sofre diversas picadas de abelhas, o atendimento médico deve ser buscado imediatamente por meio do Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Caso seja possível, leve alguns dos insetos ao hospital para auxiliar na identificação da espécie.

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Os ferrões devem ser retirados o mais rápido possível por meio de raspagem com um objeto rígido, como uma lâmina ou cartão plástico. O uso de pinças não é recomendado, pois pode comprimir a bolsa de veneno e aumentar a quantidade de toxina liberada na pele.

Quais são os sintomas

Os efeitos das picadas variam conforme a quantidade de ferroadas, o local atingido e a sensibilidade de cada pessoa. Na maioria dos casos, uma única picada provoca dor intensa, vermelhidão, coceira e inchaço, sintomas que costumam desaparecer gradualmente ao longo de horas ou poucos dias.

Pessoas alérgicas podem apresentar reações graves mesmo após apenas uma ferroada. Entre os sinais de alerta estão urticária, dificuldade para respirar, inchaço na garganta, queda da pressão arterial e desmaio.



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Quando há múltiplas picadas, a grande quantidade de veneno pode causar intoxicação. Nesses casos, podem surgir vermelhidão generalizada, sensação de calor, coceira intensa, náuseas, vômitos, cólicas, aceleração dos batimentos cardíacos, dor de cabeça e dificuldade respiratória.

As situações mais graves podem evoluir para choque anafilático, insuficiência respiratória e insuficiência renal, exigindo atendimento de urgência.



Por que as abelhas atacam?

As abelhas utilizam o ferrão como mecanismo de defesa da colmeia. Nas colônias, as operárias são responsáveis por proteger a rainha e o enxame. Ao ferroar uma pessoa, a abelha perde o ferrão e morre logo depois. Mesmo separado do corpo, o ferrão continua liberando veneno por alguns instantes.

Além disso, a primeira abelha que ataca libera substâncias químicas conhecidas como feromônios, que funcionam como um sinal de alerta para o restante da colônia. Isso faz com que outras abelhas também avancem contra a mesma ameaça, aumentando o risco de acidentes com dezenas ou até centenas de picadas.

As abelhas são sensíveis a odores fortes, cores escuras, vibrações e sons intensos, fatores que podem desencadear comportamentos defensivos. Existem cerca de 20 mil espécies de abelhas em quase todos os continentes, com exceção da Antártida.



Além da produção de mel, esses insetos desempenham papel essencial na polinização de plantas, contribuindo diretamente para a manutenção dos ecossistemas e da produção de alimentos.

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