CET-Santos retoma fiscalização de veículos elétricos e autopropelidos irregulares na orla

Operação conjunta com PM e GCM realizou 61 abordagens no fim de semana; foco inicial é com limites de velocidade e itens de segurança obrigatórios

Redação
Publicado em 24/03/2026, às 14h29

Prefeitura de Santos explica o que pode e o que não pode nas ciclovias - Foto: divulgação/Prefeitura de Santos


A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) retomou as operações de fiscalização sobre a circulação de bicicletas elétricas, ciclomotores e equipamentos autopropelidos, nas ciclovias da orla marítima santista. Efetuada no sábado (21) e domingo (22), ação resultou em 61 abordagens, sem o registro de apreensões.

As intervenções têm como base a Resolução 996 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e a Lei Municipal 4.221. O objetivo é garantir que os condutores respeitem as normas de circulação após o período de campanhas educativas iniciado no ano passado.

Entre as principais advertências aplicadas no fim de semana, destacam-se transporte de crianças sem apoio nos pedais, uso de fones de ouvido por condutores e excesso de bagagem.



Entenda os veículos e as regras

A legislação diferencia os tipos de veículos elétricos para determinar o que é permitido. Confira as principais categorias e exigências:

Proibido na ciclovia

Além da restrição a veículos potentes, a fiscalização da CET-Santos reforça que certas condutas são passíveis de autuação:

Circulação

De acordo com a legislação vigente em Santos, a velocidade máxima permitida para veículos elétricos nas ciclovias é de 20km/h, índice inferior aos 32km/h previstos na norma federal. Além do limite de velocidade, os veículos devem possuir potência de até 1.000 W e acessórios obrigatórios, como velocímetro, campainha, luzes noturnas e espelho retrovisor.



O diretor operacional da CET-Santos, Murilo Barletta, destaca que as ações vão continuar, com foco na educação, orientação e esclarecimento de dúvidas sobre quais veículos podem ou não circular pela ciclovia.

Ele ressalta, porém, que poderão ser aplicadas medidas como autuações e até o recolhimento de veículos, conforme previsto em lei. “Realizamos uma campanha que resultou em 2.450 abordagens entre maio e dezembro do ano passado e nos três primeiros meses deste ano. Como ainda são percebidos abusos, agora teremos um trabalho mais incisivo de fiscalização”, afirma.



Santos

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