Fortes ventos teriam soltado o cabo de segurança e levado o menor para longe da costa; bombeiros reforçam alerta contra o uso de infláveis em praias
Lenildo Silva
Publicado em 26/12/2024, às 12h17 - Atualizado às 13h31
Um adolescente precisou ser resgatado no mar da praia do Lázaro, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, após um incidente com uma bolha inflável, conhecida como aquaballs, ficar à deriva. O menor estava dentro do equipamento quando o cabo que o conectava à faixa de areia teria se soltado e a bolha levada para o alto-mar. O caso aconteceu na tarde de terça-feira (24), véspera de Natal.
Uma testemunha que presenciou o episódio relatou, nas redes sociais, que o responsável pelo brinquedo tentou nadar para resgatar a bolha, mas não conseguiu alcançá-la a tempo e, em seguida, pediu para que embarcações que estavam nas proximidades resgatassem o menor.
Outra testemunha disse que o cabo quebrou devido a forte rajada de vento. “A pessoa responsável tentou nadar para resgatar, porém não alcançou, foi muito rápido para o fundo, em seguida ela voltou e correu até uma marina próxima e solicitou ao barco para resgatar. Minha filha e minha sobrinha brincaram um dia antes, elas adoraram a experiência, porém tem um risco grande com vento, claro que eu fiquei próximo o tempo todo, que foi em torno de 10 minutos”.
O adolescente foi resgatado por populares em uma lancha e levado até a praia, onde foi retirado do equipamento sem ferimentos. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) informou que não foi acionado para a ocorrência.
Nesta quinta-feira (26), a corporação compartilhou imagens da ocorrência nas redes sociais, para reforçar o alerta sobre os perigos do uso de equipamentos infláveis em praias. Segundo o GBMar, esses objetos transmitem uma falsa sensação de segurança e podem ser facilmente arrastados por correntes marítimas e ventos.
As bolhas aquáticas são utilizadas em praias de Ubatuba desde 2021 e usadas tanto por adultos quanto por crianças, como forma de lazer. Embora sejam seguras em piscinas de parques aquáticos, o uso no mar desperta preocupação devido aos riscos de serem arrastadas por ventos e correntes de retorno, este, um fenômeno comum em praias.
As correntes de retorno criam aparência de calmaria na superfície, mas podem puxar banhistas para áreas profundas em poucos segundos. O Corpo de Bombeiros frequentemente sinaliza esses pontos com placas de alerta.
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