Combinação de medicamentos atende pacientes inelegíveis para quimioterapia intensiva; rede pública de saúde tem 180 dias para ofertar a terapia
Redação
Publicado em 15/06/2026, às 10h53
O Ministério da Saúde incluiu o tratamento combinado dos medicamentos venetoclax e azacitidina no SUS (Sistema Único de Saúde), para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.
A medida atende pessoas que, por causa de condições clínicas, não podem passar pelo tratamento padrão com quimioterapia intensiva, o que abre nova alternativa terapêutica para esse público.
A Portaria nº 30/2026 foi publicada nesta segunda-feira (15), em edição do Diário Oficial da União. De acordo com a norma federal que regula a incorporação de tecnologias, a nova opção chegará aos hospitais da rede pública de saúde em até 180 dias, com reflexos diretos no atendimento de pacientes no litoral paulista.
A decisão cumpre a recomendação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) e alinha-se ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde. O relatório técnico com o embasamento do caso ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec.
De acordo com as informações do Ministério da Saúde, a leucemia consiste em um tipo de câncer sanguíneo com origem na medula óssea. O tecido atua na produção de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando ocorre alguma mutação genética, esses componentes tornam-se células cancerígenas.
Na forma aguda, a doença avança rapidamente e pode ser fatal sem o tratamento precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado imediato funcionam como fatores essenciais para a obtenção de bons resultados. Essa variação representa a forma mais comum de leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos.
*Com informações da Agência Brasil