SAÚDE PÚBLICA

Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan após reações graves

Após paralisação de imunizante, por causa de reações, infectologista reforça que vacina importada continua segura na rede pública


Redação
Publicado em 10/06/2026, às 09h47

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Ministério da Saúde suspende vacina da dengue do Butantan após reações graves
Suspensão temporária envolve apenas o lote produzido pelo Instituto Butantan - Divulgação/Governo de SP


O Ministério da Saúde anunciou a suspensão da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. A decisão ocorreu na segunda-feira (8), após 42 pessoas apresentarem reações severas ao imunizante em todo o país. Desse total, três pacientes precisaram de internação hospitalar e dois morreram.

O lote em questão faz parte da campanha iniciada em janeiro deste ano, que priorizou a imunização de profissionais da área da saúde. Até 30 de maio, a rede pública aplicou pouco mais de 500 mil doses do imunizante do Butantan em território nacional. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o foco total da pasta concentra-se na investigação detalhada de cada caso de efeito adverso.

Rigor científico

A interrupção temporária da distribuição é vista por especialistas como uma medida padrão de segurança para proteger a população.



A infectologista Elisabeth Dotti esclarece que a decisão reflete a seriedade do laboratório paulista:

O Butantan revisa e reavalia a situação. É um órgão extremamente sério, correto, que ao menor indício de que alguma coisa ocorria, pausou a distribuição para estudo e observação".

Qdenga segura

A suspensão do lote nacional não afeta a aplicação da outra vacina contra a dengue disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), a Qdenga, fabricada pelo laboratório japonês Takeda. A recomendação das autoridades de saúde é que a população continue a procurar os postos de vacinação normalmente para garantir a proteção contra a doença.

A infectologista Elisabeth Dotti tranquiliza os moradores e reforça a eficácia do imunizante importado:



Não há motivo para pânico ou medo, inclusive foi a dose que eu tomei. A população pode continuar com a aplicação da outra vacina, que é importada e muito bem desenvolvida".

De acordo com a médica, a Qdenga pode provocar reações leves e esperadas, como febre baixa, dores no corpo ou vermelhidão no local da picada, sintomas considerados normais que simulam uma resposta imune leve do organismo.

*Com informações do jornalista Jefferson Santos, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.

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