Santos reforça cuidados no Dia Mundial e Nacional da Psoríase

Na quarta-feira (29), a cidade destaca sinais, comorbidades e a importância do seguimento médico; atendimentos ocorrem na Ambesp ZNO

Redação
Publicado em 28/10/2025, às 11h59

Psoríase não é contagiosa e responde bem ao tratamento, desde que mantenha o acompanhamento - Eszter Miller/Pixabay


Santos, no litoral paulista, marca nesta quarta-feira (29), o Dia Nacional e Mundial da Psoríase, com alerta para a gravidade da doença, hoje classificada como sistêmica.

A mudança de entendimento médico decorre da associação com condições como diabetes; hipertensão arterial; colesterol elevado; doença cardiovascular; obesidade; depressão; ansiedade e problemas intestinais e oftalmológicos.

A psoríase não é contagiosa e não tem cura, mas responde bem ao tratamento quando o paciente mantém o acompanhamento. No município, o atendimento ocorre no Ambulatório de Especialidades da Zona Noroeste (Ambesp ZNO), que também faz a triagem e encaminhamento para comorbidades relacionadas.



Cynthia Mota, dermatologista do ambulatório, explica: “O tratamento deve ser feito pela vida toda. A psoríase não tem cura, porém, muitos pacientes conseguem controlar bem a doença, mediante o tratamento. Em alguns casos mais graves, os pacientes devem realizar um tratamento mais assistido pela equipe médica. Hoje, o ambulatório acompanha mais de 250 pacientes, e por volta de 20% deles têm este caso mais grave”.

A médica detalha que predisposição genética não significa hereditariedade: “Existe um ‘clique’ genético que favorece aquele paciente em qualquer fase da sua vida, mediante algum gatilho ambiental — estresse, infecção viral ou bacteriana, trauma, uso de medicamentos específicos etc. —, então os dois fatores juntos acarretam no desenvolvimento da doença em qualquer fase da vida”.

Entre as recomendações para quem já tem diagnóstico estão evitar traumas na pele; atenção a tatuagem; roupas apertadas e hábito de arrancar casquinhas de feridas; manter o calendário vacinal em dia; controlar o estresse; praticar atividades físicas; manter acompanhamento psicológico e adotar alimentação saudável.



A apresentação clínica pode começar como placa vermelha descamativa; áreas comuns incluem couro cabeludo, cotovelos, joelhos, mãos e pés, mas lesões podem surgir em qualquer parte do corpo, conforme avaliação médica.

A porta de entrada para quem suspeita da doença é a policlínica de referência do bairro. Após avaliação, o paciente é encaminhado ao especialista para confirmação diagnóstica e início do tratamento, quando necessário. Em Santos, o Ambesp ZNO integra essa rede, com foco em manejo contínuo da psoríase e das condições associadas, que reforça a importância do seguimento regular e das consultas programadas.

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