Após confirmação de infecções em SP, estado foca em três cidades, mas moradores da Baixada Santista precisam checar proteção nos postos
Redação
Publicado em 07/08/2026, às 10h52
Com 23 casos de sarampo confirmados no estado, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) esclareceu as principais dúvidas sobre a vacinação indiscriminada contra a doença.
A estratégia prioritária é destinada à população de 6 meses a 59 anos, residente nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, que devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber a dose.
Confira as principais orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac.
A vacinação indiscriminada foi adotada nessas cidades por causa da confirmação de casos de sarampo e do risco de disseminação da doença. Nos demais municípios, incluindo as cidades do litoral paulista, a orientação é intensificar as ações de imunização por meio da verificação da situação vacinal da população, da busca ativa e da atualização das doses em atraso, conforme a idade e as recomendações do Calendário Nacional.
Para pessoas que viajarem temporariamente para a capital paulista, Guarulhos ou São Bernardo do Campo, permanece a recomendação de verificar a situação vacinal e manter a caderneta atualizada, conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O simples deslocamento para essas localidades não constitui indicação para a vacinação indiscriminada.
A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes por ser produzida com vírus atenuados (enfraquecidos).
Pessoas com imunodeficiência grave ou com histórico de alergia grave (anafilaxia) a algum componente da fórmula também não devem tomar o imunizante.
Já as lactantes podem receber a vacina normalmente. A amamentação não precisa ser interrompida, pois a dose não oferece riscos ao bebê.
Pessoas de 6 meses a 59 anos residentes na capital paulista, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo devem receber a dose da vacinação indiscriminada, independentemente do histórico vacinal, desde que não apresentem contraindicações e respeitem o intervalo recomendado entre as vacinas de vírus vivos atenuados.
A partir dos 6 meses de idade, a criança já consegue desenvolver resposta imunológica à vacina tríplice viral e pode não estar mais protegida pelos anticorpos maternos. Em situações de risco epidemiológico, a imunização antecipada contribui para reduzir o risco de infecção.
Para pessoas com 60 anos ou mais, a vacinação indiscriminada não é recomendada, pois o órgão considera que grande parte dessa população já teve contato natural com o vírus ao longo da vida, com imunidade duradoura.
Quem recebeu, nos últimos 30 dias, outra vacina de vírus atenuado, como as doses contra febre amarela ou varicela, deve aguardar o intervalo recomendado antes de tomar a tríplice viral. Na unidade de saúde, a equipe verificará a caderneta e informará a data adequada para a aplicação.
Dos 23 casos confirmados no estado, dois são importados e os demais estão relacionados à importação, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. Até o momento, 16 pacientes não possuíam histórico de vacinação ou estavam com o esquema incompleto.
Desde a última segunda-feira (3), a Campanha de Multivacinação está em andamento em todo o estado de São Paulo para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos, em todas as UBSs paulistas.
Durante a campanha, além da vacina contra o sarampo, as salas oferecem todos os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação para o público-alvo.
A Secretaria de Estado da Saúde enviou, na tarde de quinta-feira (6), 150 mil novas doses da vacina tríplice viral para a capital paulista e 80 mil doses para São Bernardo do Campo.
A pasta ressalta que todos os municípios estão abastecidos. A responsabilidade pelas estratégias e ações específicas para o armazenamento e o remanejamento das doses entre as unidades de saúde são das próprias prefeituras.
* Com informações da Agência SP