Órgão municipal de saúde orienta população após aumento na circulação de morcegos no verão, e reforça sinais de alerta que exigem atendimento imediato
Redação
Publicado em 22/01/2026, às 15h42
A Secretaria de Saúde e o Centro de Controle de Zoonoses de São Sebastião orientam moradores sobre cuidados necessários diante do aumento na incidência de morcegos no verão.
Maior circulação desses animais em áreas urbanas motivou ações de esclarecimento para reduzir riscos à saúde e evitar maus-tratos a animais silvestres protegidos por lei.
Durante os meses mais quentes, em especial entre outubro e março, ocorre período reprodutivo dos morcegos, associado a temperaturas elevadas e maior oferta de alimentos, como insetos e frutas.
Essa combinação favorece deslocamentos mais frequentes e aproximação das áreas habitadas, o que tornam mais comuns aparições em quintais, garagens, áreas de serviço e até interior de residências.
Segundo Marcella Christoff, chefe da Divisão de Vigilância Ambiental e Animal, esses fatores explicam a presença mais intensa de morcegos no ambiente urbano, sem significar, necessariamente, que estejam doentes.
Em grande parte dos casos, a entrada em imóveis ocorre de forma acidental e o próprio animal encontra saída em pouco tempo, sem necessidade de intervenção direta por parte dos moradores.
Morcegos são animais silvestres protegidos por legislação ambiental e exercem papel importante no equilíbrio ecológico. Têm função relevante no controle de insetos e na dispersão de sementes, ajudando na manutenção de áreas verdes e na redução de pragas.
Por isso, órgãos de saúde e meio ambiente reforçam que práticas de captura, agressão ou extermínio configuram conduta inadequada e podem gerar responsabilidade legal.
O CCZ esclarece que não faz retirada de morcegos saudáveis em residências, justamente por se tratar de espécie silvestre que, na maioria das situações, consegue deixar o local por conta própria.
O órgão atua no recolhimento apenas em situações específicas, quando o animal apresenta sinais de alteração comportamental, ou incapacidade física, como dificuldade de voo, ou permanência prolongada no chão.
Entre os sinais de alerta considerados pelo CCZ estão desorientação, atividade em horário diurno, tentativa de aproximação de pessoas, agressividade fora do padrão e movimentos descoordenados.
Diante desse tipo de comportamento, a recomendação é evitar contato direto, manter crianças e animais domésticos afastados e acionar o serviço responsável para avaliação técnica e eventual captura segura do animal.
Em casos de mordedura, ou contato direto com morcegos, orientação é buscar imediatamente atendimento em unidade de saúde para avaliação de risco e indicação de medidas cabíveis.
Situações que envolvam contato entre morcegos e animais domésticos, como mordidas, ou aproximação, também devem ser comunicadas ao CCZ, que fornece orientações sobre observação, vacinação e condutas preventivas.
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