Agência determinou o recolhimento dos produtos nesta quarta-feira (16); medida ocorre por falta de comprovação de segurança
Redação
Publicado em 16/09/2026, às 14h30
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (16), a proibição de duas linhas de produtos alimentícios no Brasil.
A medida rigorosa exige o recolhimento imediato de todos os lotes dos suplementos da marca NotShake Protein, fabricados pela NotCo Brasil Distribuição e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda., e da bebida Aloe Care, produzida pela Biodis Industrial Ltda.
As decisões constam nas resoluções 3.629/2026 e 3.634/2026, publicadas no Diário Oficial da União (DOU).
A restrição contra a NotCo atinge todos os lotes de quatro sabores específicos da linha NotShake Protein: morango com tâmara, baunilha com coco, chocolate e café caramelo. A agência reguladora embasou a decisão em três irregularidades principais. Primeiro, a fabricante não notificou os produtos no sistema da Anvisa como suplementos alimentares, uma exigência legal e fundamental para a comercialização regular no país.
Além da ausência de notificação oficial, a fiscalização apontou a insuficiência dos estudos técnicos apresentados pela companhia. A documentação da empresa não demonstra a manutenção das características originais dos produtos durante todo o prazo de validade estipulado no rótulo.
Por fim, a Anvisa classificou como inadequada a alegação de "zero lactose" presente nas embalagens dos shakes. Com a decisão, a fabricante não pode produzir, vender, distribuir, anunciar ou permitir o uso dos itens.
No caso da fabricante Biodis, a agência federal proibiu a comercialização da bebida Aloe Care – Cranberry Flavored Aloe Vera Gel. A empresa vende o item com a substância aloe vera destinada diretamente ao consumo oral. Essa prática exige uma avaliação prévia rigorosa de segurança e autorização expressa do órgão sanitário, requisitos que a companhia não cumpriu.
Os fiscais também identificaram outras infrações graves na embalagem do suco. O produto apresenta rotulagem com informações obrigatórias descritas apenas em língua estrangeira, o que fere o direito de informação clara ao consumidor brasileiro.
A bebida também traz a divulgação irregular de alegações de saúde e propriedades terapêuticas não autorizadas pela legislação. Assim como no caso dos shakes, a agência vetou qualquer tipo de fabricação, distribuição ou propaganda do gel.
Os consumidores que possuem unidades dos lotes proibidos em casa devem suspender o consumo de forma imediata. A orientação padrão indica que o cliente procure os canais de atendimento oficiais das empresas para solicitar a devolução dos itens.