Anvisa discutirá norma para manipulação de canetas emagrecedoras

Proposta prevê controle rigoroso sobre importação, qualidade e uso de medicamentos à base de GLP-1 diante do aumento do mercado ilegal

Redação
Publicado em 19/04/2026, às 07h32

Agência também publicou portarias que criam grupos de trabalho para apoiar a regulação do setor - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute, no dia 29 de abril (quarta-feira), uma proposta de instrução normativa que estabelece procedimentos e requisitos técnicos para a manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

A medida integra um conjunto de ações anunciado pela agência no início do mês, com foco em ampliar a fiscalização e o controle sanitário desses produtos. A proposta prevê regras específicas para importação, qualificação de fornecedores, testes de controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte de insumos farmacêuticos ativos.

O avanço da popularização desses medicamentos, que incluem substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, tem impulsionado o crescimento do mercado irregular. Atualmente, a venda é permitida apenas com receita médica retida, mas versões ilegais, inclusive manipuladas sem autorização, têm circulado no país.



Segundo a Anvisa, as novas diretrizes buscam reduzir riscos à saúde da população e garantir maior segurança no uso desses medicamentos.

Grupos de trabalho e parcerias

Nesta semana, a agência também publicou portarias que criam dois grupos de trabalho para apoiar a regulação do setor. Um deles reúne representantes do Conselho Federal de Farmácia, Conselho Federal de Medicina e Conselho Federal de Odontologia. O outro grupo será responsável por acompanhar a implementação das ações e propor ajustes técnicos.

Além disso, Anvisa e os conselhos profissionais assinaram uma carta de intenção para promover o uso racional e seguro das chamadas canetas emagrecedoras, com foco em ações educativas, troca de informações e alinhamento técnico.



Com informações da Agência Brasil

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