Área de baixa pressão evolui no oceano e pode influenciar ventos e instabilidades nos próximos dias
Lais Seguin
Publicado em 02/03/2026, às 15h40
Um ciclone subtropical está registrado nas previsões meteorológicas neste início de março e desperta atenção pelo nome que costuma ser associado a chuva intensa e ventos fortes.
No entanto, é importante citar que nem todo sistema desse tipo provoca impactos diretos nas cidades, especialmente quando se forma e permanece no mar.
Quando o sistema se forma no mar, o principal ponto a observar é sua intensidade e trajetória. Se permanecer afastado da costa, os impactos tendem a ser mais limitados em terra, mesmo que influencie o padrão de chuva em outras regiões do país.
Ciclone subtropical é uma área de baixa pressão com características híbridas, diferentes dos sistemas extratropicais mais comuns no Sul do Brasil. Ele combina elementos de sistemas tropicais e extratropicais.
No Hemisfério Sul, os ventos giram no sentido horário ao redor do centro de baixa pressão. Atualmente, o sistema na costa do Sudeste está classificado como depressão subtropical, com ventos sustentados entre 30km/h e 60km/h, de acordo com a MetSul Meteorologia.
Se os ventos atingirem 60km/h ou mais, o sistema pode ser reclassificado como tempestade subtropical. No entanto, as projeções mais recentes indicam que a intensificação pode ser limitada, o que torna incerta essa mudança de categoria.
Apesar da presença do ciclone na costa, sistema não oferece risco significativo de vento forte em áreas de terra firme neste momento. O centro da baixa pressão permanece no oceano.
Na maior parte da região Sudeste, o início de março conta com o predomínio de Sol e variação de nuvens.
Há possibilidade de chuva isolada e passageira em pontos próximos ao litoral, especialmente na costa paulista, mas sem indicativo de volumes extremos associados diretamente ao ciclone.
Principal influência do sistema ocorre de forma indireta. A circulação do ciclone ajuda a organizar um canal de umidade que favorece chuva mais volumosa no Nordeste, ainda segundo a MetSul.
Há previsão de instabilidade com chuva localmente forte no norte de Minas Gerais, norte do Espírito Santo e em áreas da Bahia, principalmente no sul baiano.
Em pontos isolados, os volumes podem ser elevados, com risco de alagamentos, enxurradas e inundações repentinas.
A evolução do ciclone subtropical será acompanhada ao longo da primeira semana de março. Até o momento, tendência indica que o sistema do ciclone deve permanecer atuando principalmente sobre o oceano, com efeitos mais concentrados na organização da chuva do que em ventos fortes sobre o continente.
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