Cursos em Santos capacitam trabalhadores para o mercado portuário

Com aulas teóricas e simuladores avançados, Incatep prepara profissionais para operar máquinas e atender exigências do complexo marítimo

Redação
Publicado em 06/07/2026, às 12h50

Qualificação portuária une aulas teóricas a treinamentos práticos - Reprodução/TV Cultura Litoral


O setor portuário é um dos maiores empregadores da região e exige profissionais cada vez mais preparados para lidar com equipamentos de grande porte. Em Santos, a qualificação é o caminho para quem deseja ingressar ou crescer nesse mercado.

O Incatep - Instituto de Capacitação Técnica Profissional, na rua Otávio Corrêa, 178, no Estuário, atua desde 1999 na formação de milhares de trabalhadores. O centro de treinamento oferece cursos que mesclam atividades teóricas e práticas, atendendo às rígidas normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O instrutor Ivan Bataglini explica que a capacitação é obrigatória e segue diretrizes específicas de segurança e saúde. "Hoje, nós temos 38 normas regulamentadoras. No caso do trabalho portuário, encaixa-se a NR-29, que é a segurança e saúde no trabalho portuário", pontua o instrutor.



Da teoria à prática 

O aprendizado inicia na sala de aula, onde os alunos estudam a legislação e os protocolos de segurança. No entanto, é a vivência prática que prepara o trabalhador para as situações reais do cais.

O repórter Alex Castro acompanhou o treinamento prático, que conta com um diferencial tecnológico: simuladores de última geração. O instrutor Maurício de Campos Luiz detalha as opções disponíveis:

Temos o RTG, Portêiner, Crane, Reach Stacker (empilhadeira de grande porte) e o MHC. O pessoal entra, aprende a manusear, utiliza os comandos corretamente para ir para o mercado de trabalho. Aqui eles têm uma base boa para poder trabalhar."

Além dos simuladores, os alunos treinam com máquinas reais em um circuito montado no galpão. O instrutor Francival Luiz da Silva coordena os exercícios de empilhamento de paletes, nos quais os futuros operadores devem dominar as funções de elevação, recurso lateral e torre.



Novas oportunidades

A busca pela especialização não é exclusividade de iniciantes. A autônoma Carla Godoy, de 25 anos, trabalha em um armazém e quer expandir suas oportunidades. "A minha ideia é aprimorar, com cada vez mais conhecimento. Quero chegar no RTG e ampliar o meu campo de visão", afirmou a aluna durante a aula prática.

O operador de empilhadeira elétrica Leonardo Fraga também decidiu se aventurar. Já empregado no setor, ele buscou o Incatep para aprender a pilotar empilhadeiras a gás e diversificar suas habilidades, provando que a qualificação contínua é a chave para o sucesso no principal complexo portuário do Brasil.

*Com informações do jornalista Alex Castro, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.



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