Por cinco votos a zero, o Supremo Tribunal de Justiça determinou o fim da investigação da Operação Nacar, que analisava denúncias de desvio de dinheiro
Rodrigo Florentino
Publicado em 05/06/2024, às 13h57 - Atualizado às 14h08
Na terça-feira (4), o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) determinou, por cinco votos a zero, a rejeição do pedido do Ministério Público Federal (MPF) em reabrir o inquérito sobre a Operação Nacar. Com isso, o prefeito de Guarujá Válter Suman continuará à frente do cargo que ocupa desde 2017, até o término de seu mandato.
O inquérito chegou a ser trancado pelo STJ uma primeira vez, em fevereiro deste ano. Após três meses de investigações e sob a alegação de excesso de prazo, o órgão pedira à Polícia Federal que concluísse o inquérito, e que o MPF denunciasse os investigados ou arquivasse o caso. Como nenhuma das medidas ocorreu, após nova prorrogação de trinta dias, o órgão arquivou o caso.
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A Operação Nacar investigou denúncias de desvio de dinheiro da saúde. A investigação começou quando o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) indicou irregularidades no contrato entre a prefeitura e a Organização Pró-Vida, responsável pela administração da UPA da Rodoviária e outras quinze Unidades de Saúde da Família (Usafas). O caso foi levado ao Ministério Público Federal devido a sua complexidade.
Válter Suman chegou a ser preso pela Polícia Federal, em setembro de 2021, mas foi solto poucos dias depois.
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