Partido Novo inaugura sede em Bertioga com presença de deputada

Espaço no bairro Albatroz reúne aliados e lideranças; parlamentar federal Adriana Ventura cumpre agenda no litoral paulista

Lucas Santos
Publicado em 14/09/2026, às 12h56

Diversos candidatos a deputado federal pelo Partido Novo estiveram na solenidade - Lucas Santos/Costa Norte


A cidade de Bertioga, litoral paulista, agora tem uma sede do Partido Novo. O local foi inaugurado na manhã de sábado (12), em frente à delegacia da cidade, e contou com a presença da deputada federal Adriana Ventura, que faz parte do partido e concorre novamente ao pleito.

Também marcaram presença na cerimônia diversos candidatos a deputado federal, membros do Partido Novo. Antes de chegarem à nova sede, Adriana Ventura e os aliados fizeram uma carreata que percorreu desde a avenida 19 de Maio até o Forte São João.

Como é o Partido Novo?

Em entrevista ao Costa Norte, Adriana Ventura falou sobre questões que envolvem o partido e a nova candidatura.



Adriana Ventura discursou para os presentes na cerimônia - Lucas Santos/Costa Norte

 

Um dos pontos ressaltados por ela foi a filosofia do Novo:

A gente segue princípios muito claros. O primeiro é foco no indivíduo, a gente defende o cidadão brasileiro. Quando temos que decidir como a gente vota, falamos: ‘isso é bom para o cidadão?’. Por isso que a gente vota contra qualquer aumento de imposto, contra qualquer causa corporativista; porque ou vale para todo mundo ou não vale para nenhum. Mais responsabilidade, mais poder para o cidadão, menos estado na nossa vida, menos burocracia. Essa é a filosofia [do Partido Novo]”.

Adriana Ventura é professora na Fundação Getúlio Vargas (FGV) desde 2005, além de atuar na iniciativa privada. Ela decidiu entrar na política em 2018, já pelo Partido Novo, quando concorreu a deputada federal e foi eleita logo na primeira tentativa. Ela apontou o que a fez ser eleita tão rápido:



Eu nunca imaginei entrar para a política. Eu era professora universitária e empreendedora; aliás, continuo professora até hoje. [Mas] eu estava indignada, uma situação parecida com o que está acontecendo hoje: qualquer cidadão de bem está indignado com a situação que está acontecendo com o país. A falta de ética, de postura, princípios… Eu conheci o pessoal do Novo e falei: ‘nossa, são pessoas que nem eu, que querem mudar o país, ninguém político ali’, e eu acabei me engajando. A minha primeira campanha foi muito despretensiosa, eu entrei porque queriam ‘cortar’ homens. Eu acabei entrando meio ‘na última hora’ e fui eleita. Foi uma surpresa, eu tomei um sustão”.

Sobre o motivo de querer aproximar o Partido Novo de Bertioga, ela responde:

Eu sempre tive Bertioga no coração, até porque eu estudei em colégio jesuíta, que tem muito vínculo com a questão do padre José de Anchieta, padre Manoel da Nóbrega, toda essa história. A gente sabe do ponto estratégico que Bertioga está na Baixada, e é importante trazer a nossa filosofia para o cidadão”.

O Brasil vive um período de polarização política forte desde as eleições presidenciais de 2018. Naquele ano houve 8% de votos nulos; em 2018, votos nulos somaram 4%, segundo o TSE. Os dados mostram que existe uma parcela da população que não se vê representada nem pela direita e nem pela esquerda. Perguntada se o Partido Novo tem a capacidade de representar estas pessoas, mesmo sendo um partido de direita, Adriana responde:

Eu acredito que sim. Os moderados se incomodam, todos se incomodam, eu sou uma moderada, quero deixar isso claro também. Tem muita gente que está desiludida, falando: ‘gente, eu não quero isso, chega’. [Mas] da mesma maneira, um presidente tem que governar para todo mundo, um governador tem que governar para todo mundo. As pessoas que vão ao meu gabinete em Brasília falam: ‘eu sou do partido tal, eu sou do partido Y’, eu falo ‘são todos muito bem-vindos aqui’, pois eu sou uma deputada federal do estado de São Paulo, meu gabinete é aberto para todo cidadão, independentemente de ter votado em mim ou não".

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