Ato critica o governo Lula, Alexandre de Morais, do STF, e Paulo Gonet, da PGR; protesto ocorre em diversas cidades do país neste domingo (3)
Lenildo Silva
Publicado em 01/08/2025, às 11h38
Eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) organizam manifestação em Bertioga, no litoral de São Paulo, como parte do movimento nacional 'Reaja Brasil'. O ato está marcado para o dia 3 de agosto, às 9h, na avenida 19 de Maio, nº 216. O movimento é organizado por Roberto Rodrigues de Lima e Marcos Quintana. Roberto explica que a manifestação será "pacífica a favor da Democracia e da liberdade de expressão".
A mobilização 'Reaja Brasil' ganhou força após novas medidas judiciais contra Bolsonaro e,de acordo com os organizadores, é para demonstrar descontentamento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) e com o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.
No dia 18 de julho, ele foi alvo de operação da Polícia Federal autorizada por Alexandre de Moraes. Desde então, o ex-presidente usa tornozeleira eletrônica e precisa cumprir recolhimento domiciliar noturno durante a semana e integralmente aos finais de semana e feriados.
Além das restrições de liberdade, Bolsonaro está proibido de acessar redes sociais e de manter contato com o filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos. Eduardo alega perseguição política e tem buscado apoio internacional contra o Brasil e contra ministros do STF, que tiveram o visto americano suspenso.
O procurador-geral Paulo Gonet também passou a ser alvo das críticas dos manifestantes por ter pedido, em julho, a condenação de Bolsonaro e outros sete acusados por tentativa de golpe de Estado. Gonet encaminhou as alegações finais ao STF na ação penal contra o chamado 'núcleo 1' da suposta trama golpista.
Em todo o Brasil, pelo menos 18 locais devem sediar manifestações similares. Entre as capitais participantes estão São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. O movimento foi convocado por figuras públicas ligadas à direita, como o pastor Silas Malafaia e os parlamentares Magno Malta (PL-ES), Nikolas Ferreira (PL-MG), Gustavo Gayer (PL-GO), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Tomé Abduch (Republicanos-SP).
Os organizadores defendem pautas como o respeito à Constituição, o equilíbrio entre os Três Poderes e a liberdade de expressão. Entre os lemas promovidos estão "abaixo a ditadura da toga" e "pela família e pela liberdade". Apesar do tom de insatisfação, os organizadores afirmam que os atos terão caráter pacífico e democrático.
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