Visita rastejante: moradores saem para o quintal e dão de cara com cobra no litoral de SP

Cobra foi resgatada por agentes do Grupamento de Defesa Ambiental de Guarujá, sem ferimentos; conheça mais sobre a espécie não peçonhenta

Esther Zancan
Publicado em 25/08/2025, às 07h32

Cobrinha não apresentava ferimentos - Reprodução/Instagram/GCM Ambiental de Guarujá


Moradores de uma casa no Jardim Guaiúba, em Guarujá, no litoral de São Paulo, receberam uma visita rastejante na semana passada. Uma cobra d'água (Erythrolamprus miliaris) resolveu "dar um rolê" pelo quintal da residência. Eles deram de cara com o réptil ao lado da porta de entrada. 

Uma equipe de guardas ambientais do Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) foi acionada para o resgate da cobrinha. No local, eles constataram que se tratava de uma cobra d'água, espécie considerada inofensiva aos humanos e bastante presente na nossa região.

 



Como o réptil não apresentava ferimentos, sua soltura imediata foi realizada em área de mata no morro do Pinto. O GDA lembra que essa espécie de cobra se alimenta de pequenos anfíbios e peixes, e não possui peçonha, sendo um importante elemento para manutenção da biodiversidade e do equilíbrio ambiental. Ao se deparar com qualquer animal silvestre em Guarujá, acione o GDA por meio do telefone 153.

Cobra d'água

O Instituto Butantan explica que existem diferentes espécies de serpentes que são popularmente chamadas de cobra-d’água. É uma delas é a Erythrolamprus miliaris, que é geralmente encontrada em ambientes alagados ou próxima a cursos de água.

A coloração da cobra-d’água pode variar de acordo com a região onde vive, mas de maneira geral apresenta variações de preto com amarelo ou preto com tons esverdeados. As da Mata Atlântica, por exemplo, costumam ter as cores preta e amarela, como a encontrada em Guarujá.



A Erythrolamprus miliaris não é peçonhenta - Instituto Butantan

 

Erythrolamprus miliaris é essencialmente diurna e bastante ativa. Ela é uma ótima nadadora e uma curiosidade é que as fêmeas são maiores que os machos, podendo chegar a mais de 90cm de comprimento, mas geralmente apresentam tamanhos mais modestos, próximos a 60cm.  

A espécie é ovípara, ou seja, o desenvolvimento do embrião ocorre dentro de um ovo. Na época de reprodução, esta cobra d’água expele, em média, 10 ovos.



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