DE VOLTA AO LAR

Após se recuperar de afogamento, tartaruga-verde retorna ao mar em Praia Grande

Soltura da tartaruga-verde resgatada em Peruíbe, em julho, ocorreu na manhã desta sexta-feira (22), na praia do Canto do Forte


Esther Zancan
Publicado em 22/08/2025, às 13h00

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Tartaruga sendo devolvida ao mar em Praia Grande
Tartaruguinha "desfilou" pela praia em seu retorno ao lar - Esther Zancan


Uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) retornou ao mar nesta sexta-feira (22), na praia do Canto do Forte, em Praia Grande, após passar mais de um mês em reabilitação no Instituto Biopesca. Ela havia sido encontrada no dia 18 de julho, em Peruíbe, com sinais de afogamento, após ser capturada acidentalmente por uma rede de pesca.

De acordo com o Biopesca, o tratamento incluiu medicamentos e fluidoterapia (procedimento que consiste na administração de fluidos a um animal para restaurar e manter o equilíbrio de líquidos e eletrólitos corporais). Depois de  reabilitada, a tartaruga recebeu anilha de identificação.

Veja também:Recuo acentuado e "carneirinhos" chamam a atenção no mar de Praia Grande



A soltura da tartaruga foi acompanhada de perto por banhistas e até alunos de escolas da região. Como a maré em Praia Grande está bastante recuada nos últimos dias, o trajeto entre o veículo do instituto até o mar foi bem extenso, o que fez com que o público presente pudesse se encantar com a “estrela” do dia, em seu “desfile” de retorno ao lar. O mar tranquilo da manhã desta sexta-feira fez com que logo a tartaruguinha sumisse em meio às ondas.

Soltura de Tartaruga em PG
Público acompanhou soltura da tartaruga na praia do Canto do Forte - Esther Zancan

Cuidados

O Biopesca lembra que, para respirar, as tartarugas marinhas vão à superfície e, ao ficarem presas nas redes de pesca, se afogam. Essa é uma das principais ameaças à espécie, assim como a ingestão de resíduos sólidos (principalmente plásticos), poluição marinha e colisão com embarcações.



O instituto também frisou  a importância do anilhamento, que consiste na colocação de duas anilhas nas nadadeiras, que fornecem informações úteis sobre a espécie no caso de um novo encalhe. Também salientou que, solturas como a de hoje funcionam como uma lembrança para as pessoas, tanto presentes, quanto as que acompanham pela imprensa e redes sociais, da necessidade de se preservar os oceanos.

Soltura de tartaruga em PG
Tartaruga recebeu anilha de identificação antes de ser devolvida ao mar - Esther Zancan

Instituto Biopesca

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.



Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

O projeto é realizado desde Laguna, em Santa Catarina, até Saquarema, no Rio de Janeiro, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande. Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, mas debilitados, ou mortos, entre em contato pelo telefone 0800 642 3341 (horário comercial) e pelo celular (13) 99601-2570 (24h, WhatsApp e chamadas a cobrar).

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