Animal de aproximadamente 1,5 metro foi encontrado em avançado estado de decomposição; espécie enfrenta ameaças como lixo no mar e redes de pesca
Rhauanny Queiroz
Publicado em 29/06/2026, às 09h29
Uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) foi encontrada morta na manhã de domingo (28), boiando nas águas do canal de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. O animal, que já apresentava avançado estado de decomposição, impressionou pelo porte: cerca de 1,5 metro de comprimento e mais de 100 quilos.
O registro foi feito pelo caiçara Evaldo, que avistou o animal durante a navegação pela região. Até o momento, não há informações sobre a causa da morte. Somente uma avaliação técnica poderá identificar o que provocou o óbito.
Pelo tamanho do exemplar, especialistas estimam que a tartaruga teria entre 40 e 60 anos de idade. Animais desse porte representam décadas de vida nos oceanos e desempenham papel importante na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
Sim. A tartaruga-cabeçuda é uma das cinco espécies de tartarugas marinhas registradas na costa brasileira e costuma frequentar o litoral paulista durante diferentes fases da vida.
O litoral norte de São Paulo faz parte da área de alimentação desses animais. Por isso, avistamentos de exemplares vivos são relativamente frequentes na região. Já os registros de animais mortos também ocorrem e costumam mobilizar equipes responsáveis pelo monitoramento da fauna marinha.
A espécie possui ampla distribuição pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico e realiza longas migrações ao longo da vida, percorrendo milhares de quilômetros entre áreas de alimentação e reprodução.
A tartaruga-cabeçuda recebe esse nome por possuir uma cabeça proporcionalmente maior que a de outras espécies de tartarugas marinhas, característica que abriga uma musculatura poderosa capaz de quebrar conchas, crustáceos e moluscos, parte importante de sua alimentação.
Os adultos podem ultrapassar um metro de comprimento e pesar mais de 150 quilos, embora exemplares com mais de 100 quilos já sejam considerados animais de grande porte.
Além de contribuírem para o equilíbrio da cadeia alimentar, essas tartarugas ajudam a manter saudáveis diferentes ambientes costeiros e oceânicos.
Apesar de amplamente distribuída, a tartaruga-cabeçuda enfrenta diversas ameaças provocadas pela atividade humana.
Entre os principais riscos estão:
Esses fatores contribuem para a redução das populações e tornam cada perda ainda mais significativa para a conservação da espécie.
Especialistas orientam que, ao encontrar uma tartaruga marinha viva ou morta, a população evite tocar no animal ou tentar removê-lo.
A recomendação é registrar a localização e comunicar imediatamente os órgãos ambientais ou instituições responsáveis pelo monitoramento da fauna marinha. Essas equipes possuem treinamento para realizar o resgate de animais debilitados e coletar informações que auxiliam pesquisas sobre as causas de mortes e os principais impactos sofridos pelas espécies.