Policial vai a óbito após ser picada por jararaca enquanto recolhia roupas do varal

Vítima não recebeu o soro antiofídico a tempo e foi diagnosticada com complicações renais e coagulo na cabeça; serpente tem a maior relevância epidemiológica no Brasil as quais respondem por aproximadamente 90% dos acidentes no Brasil

Da redação
Publicado em 27/04/2022, às 12h38 - Atualizado às 14h41

As picadas de jararaca podem deixar o local apresentando dor, inchaço com sangramento e manchas arroxeadas Jararaca Cobra amarela enrolada - Meio Ambiente SP


Uma policial penal (anteriormente denominada como carcereira), de 44 anos, morreu na última segunda-feira (25), após ser picada por uma cobra jararaca (Bothrops jararaca), no sítio onde ela morava com a família, na zona rural de Campo Verde, a 139 km de Cuiabá.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen), na quarta-feira (20), Luciene Pedroza Moreira Santos estava recolhendo roupas no varal de casa, quando foi picada pela jararaca.

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Ela foi socorrida pelo marido dela, que também é policial penal, e foi levada para um hospital do município. Segundo o sindicato, não havia soro antiofídico na unidade.

No entanto, ela foi encaminhada para o Hospital Regional de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Ao chegar na unidade, os médicos disseram que Luciene teve complicações renais e precisaria ser transferida para um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para fazer hemodiálise.

O marido dela disse que a policial penal entrou no hospital consciente e falando. No dia seguinte, o quadro de saúde de Luciene se agravou e foi identificado um coagulo na cabeça dela. A policial precisou fazer uma cirurgia para retirar o coágulo, porém, não resistiu e morreu na segunda-feira (25). Ela foi enterrada em Quirinópolis (GO), onde a família dela mora.



A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informou por meio de nota que no estado há 409 frascos de soro antiofídico e que a distribuição é realizada para os 16 Hospitais Regionais de Mato Grosso. Segundo a SES, o Hospital Regional de Rondonópolis, que abrange o município de Campo Verde, e a unidade de Cuiabá concentram as maiores quantidades do soro.

O Sindspen emitiu uma nota de pesar lamentando a morte da policial. Ela era lotada na Colônia Penal Palmeiras. "Neste momento de imensa tristeza, desejamos a todos que compartilhavam de sua vivacidade, alegria e humildade nossos sinceros sentimentos de pesar", diz trecho da nota.

Jararacas

Os acidentes com maior relevância epidemiológica no Brasil ocorrem com serpentes do gênero Bothrops (jararacas), as quais respondem por aproximadamente 90% dos acidentes no Brasil.



São serpentes de maior porte, maior ângulo de abertura bucal de dentes mais especializados, que utilizam o bote como um dos mecanismos de defesa e podem também ser encontradas na área urbana.

O que fazer ao avistar uma cobra

Basta manter a calma, manter distância e cada um seguir seu caminho. Se não for possível, ou se o animal não estiver no ambiente natural, entre em contato com as instituições competentes ou profissionais habilitados para lidar com esses animais.

Vale lembrar que: perseguir, matar ou caçar esses tipos de animais, é considerado um crime ambiental. A orientação em caso de localização de animais silvestres é de acionar a Polícia Militar Ambiental, levando em consideração os riscos de ataque e transmissão de doenças.



Polícia Ambiental pelo telefone (12) 3842-0123 no Litoral Norte ou nos telefones; (13) 3348-4774 e (13) 3853-5750 para quem está na Baixada Santista ou Vale do Ribeira. A identificação não é necessária.

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