Animais, que não aparentam estar feridos, são monitorados por uma equipe do Instituto Biopesca, até que retornem para a água
Redação
Publicado em 16/07/2024, às 08h56 - Atualizado às 09h30
Dois lobos-marinhos-subantárticos (Arctocephalus tropicalis) escolheram Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, para uma pausa para descanso de suas viagens migratórias. Ambos os animais estão na faixa de areia, mas distantes um do outro, e não aparentam estar machucados. Eles são monitorados pela equipe do Instituto Biopesca, de Praia Grande.
Lobos-marinhos escolhem Mongaguá para descanso de viagem migratória
— Portal Costa Norte (@costanortenews) July 16, 2024
📹: Fernanda Tejada pic.twitter.com/CFXJGYKfE6
De acordo com o Biopesca, um dos lobos-marinhos foi avistado na noite de domingo (14), enquanto o outro na manhã de segunda-feira (15). Logo depois do acionamento, e desde que chegou à praia, a equipe do instituto tem se revezado e monitorado os animais a distância. Como os lobos-marinhos parecem apenas descansar, sem ferimentos, eles serão observados, até que retornem para a água. Eles só serão resgatados caso se constate falta de condições para voltarem ao seu ambiente.
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O Biopesca explica que, em casos como esse, não se aproximar é um dos protocolos para que os lobos-marinhos possam retornar à água depois de ter descansado da longa viagem migratória, já que habitam ilhas oceânicas distantes.
O inverno é a época na qual várias espécies marinhas migram e viajam longas distâncias. O lobo-marinho é uma delas. Eles viajam para se alimentar e, ao pararem nas praias, estão cansados da viagem ou doentes. Ao avistar um deles na praia, os órgãos ambientais que podem ajudá-lo devem ser acionados. Além disso, deve-se manter distância, não fazer barulho e afastar qualquer outro animal que se aproxime. Dessa forma, o lobo-marinho fica protegido e seu estresse não aumenta, evitando que ele retorne para o mar e possa até se afogar se estiver doente ou muito cansado.
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O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.
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Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna, em Santa Catarina, até Saquarema, no estado do Rio de Janeiro, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande.
Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, mas debilitados, ou mortos, entre em contato pelo telefone 0800 642 3341 (horário comercial). Para mais informações, é possível acessar o site Comunicação Bacia de Santos.
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