Parentes próximos dos camelos possuem peso e estatura diferentes; espécie maior atinge até 150 quilos e exibe orelhas longas e curvadas
Redação
Publicado em 26/06/2026, às 11h29
O interesse por animais de estimação exóticos e de grande porte cresce entre tutores que dispõem de propriedades rurais. No quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral, o veterinário e apresentador Danilo Sato revelou que as lhamas e as alpacas são classificadas legalmente como animais domésticos.
Por causa disso, a criação em ambiente pet é permitida no Brasil, desde que os exemplares venham de criatórios específicos e autorizados.
Ambas as espécies pertencem à família dos camelídeos e são parentes próximas dos camelos. Apesar das semelhanças visuais que confundem o público, os animais carregam distinções anatômicas e comportamentais marcantes.
A diferenciação imediata entre os dois mamíferos ocorre por meio da análise do porte físico, do formato das orelhas e da textura da pelagem. Veja a comparação detalhada entre as espécies:
A decisão de abrigar um desses camelídeos requer uma avaliação rigorosa sobre a infraestrutura da propriedade. Devido ao tamanho e ao hábito de pastoreio, esses animais não se adaptam a áreas urbanas restritas. O veterinário Danilo Sato detalha as exigências estruturais para a criação segura:
Por serem animais grandes, eles necessitam de espaço. Não daria para criar um animal desse em um apartamento ou uma casa sem espaço amplo para o animal poder se exercitar e se locomover com segurança. Um sítio ou uma chácara seria o local ideal com bastante espaço para eles."
A rotina nutricional das lhamas e alpacas assemelha-se ao trato de bovinos, pois são animais herbívoros e ruminantes. A base da dieta consiste no fornecimento abundante de fibras, principalmente por meio do feno de boa qualidade. O manejo pode receber suplementação com rações específicas e complexos minerais. Os tutores devem vetar rigorosamente alimentos ricos em açúcar e amido na rotina dos bichos.
Outro ponto de destaque envolve o famoso hábito de cuspir, comportamento característico de ambas as espécies. Essa conduta funciona como um mecanismo de comunicação e defesa empregado para demonstrar irritação, dominância ou proteção territorial.
O jato expelido é composto por saliva combinada com conteúdo estomacal, o que resulta em um odor forte. No entanto, quando os animais recebem criação com carinho e cuidado constante, as ocorrências desse comportamento tornam-se raras.
*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro 'É Pet?', da TV Cultura Litoral.