ECONOMIA

Desemprego no trimestre até maio fica em 5,6%, segundo IBGE

Índice do trimestre encerrado em maio é o mais baixo desde o início da série do Pnad Contínua; rendimento médio do trabalhador ficou em R$3.726


Redação
Publicado em 26/06/2026, às 10h33

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Desemprego no trimestre até maio fica em 5,6%, segundo IBGE
População ocupada ficou em 102,7 milhões, no trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período terminado em fevereiro - Caminhos da Reportagem/TV Brasil


A taxa de desemprego no país recuou para 5,6% no trimestre encerrado em maio.

O resultado estabelece o menor nível para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

Os dados oficiais foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



O índice demonstra redução em comparação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando apontava 5,8%. Em igual período de 2025, a taxa de desocupação marcava 6,2%.

O analista da pesquisa William Kratochwill aponta que atingir a mínima histórica para o período indica estabilidade: “O mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, conta Kratochwill.

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De acordo com o levantamento, o Brasil contabiliza 6,1 milhões de pessoas desocupadas. O patamar exibe estabilidade frente ao trimestre móvel terminado em fevereiro (6,2 milhões) e queda de 9,3% em relação ao ano anterior, quando havia 6,7 milhões de desempregados.

A população ocupada atingiu 102,7 milhões, um avanço de 0,5% sobre o período de fevereiro (mais 558 mil pessoas).

Rendimento e informalidade

O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$3.726 no trimestre encerrado em maio. O valor mostra estabilidade comparado ao trimestre anterior (R$3.756) e ganho de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os valores são reais e já descontam a inflação do período.



Já a taxa de informalidade — proporção de trabalhadores informais na população ocupada — foi de 37,3%, o que equivale a 38,3 milhões de pessoas. Um ano antes, o indicador registrava 37,8%.

O IBGE considera informais os empregados sem carteira e os autônomos sem CNPJ. Esses profissionais não possuem garantias institucionais como seguro-desemprego, férias e décimo terceiro salário.

Previdência social e recordes

O estudo revelou que 66,6% dos trabalhadores contribuem para a previdência, o que representa 68,4 milhões de pessoas. A contribuição assegura direitos como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte. O instituto esclarece que o trabalhador informal também pode ser contribuinte individual do INSS.



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O menor desemprego da história da Pnad ocorreu no último trimestre de 2025, com a marca de 5,1%. Já a maior taxa histórica atingiu 14,9% em dois momentos: nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de Covid-19.

Critérios da Pnad

A pesquisa do IBGE monitora o comportamento no mercado de trabalho para cidadãos com 14 anos ou mais. O indicador abrange todas as formas de ocupação, como vagas com ou sem carteira assinada, temporárias e autônomos.



Pelos critérios do instituto, a classificação de desocupado exige que a pessoa procure uma vaga nos 30 dias anteriores à entrevista. Ao todo, as equipes visitaram 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Com informações da Agência Brasil

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