Biguá foi avistado com linha de nylon presa ao pescoço em um rio de Peruíbe; fotógrafo faz alerta sobre o descarte incorreto de lixo na natureza
Lenildo Silva
Publicado em 30/07/2024, às 10h57 - Atualizado às 11h12
Um fotógrafo registrou imagens impressionantes de um biguá (Nannopterum brasilianum) enroscado em uma linha de pesca, na tarde de domingo (28). A ave, também conhecida como corvo do mar, foi avistada com o pescoço emaranhado à linha de nylon no Rio Peruíbe, próximo ao porto de pesca do bairro Jardim Guaraú, no litoral de São Paulo.
Vando Silva contou à reportagem que o lixo foi descartado de maneira imprudente, o que terminou por causar danos ao meio ambiente. "Flagrei essas imagens aqui no rio de Peruíbe, próximo ao porto de pesca. A situação é alarmante e revela a falta de consciência ambiental na região", disse o fotógrafo, que também citou a importância de se ter cuidado com o descarte dos equipamentos de pesca.
Segundo o fotógrafo, ele aguardava por uma amiga que traria uma faca para ajudar a liberar a ave, mas ela conseguiu se livrar da linha. "Eu ia nadar até o local, mas depois de muito se debater, a linha afrouxou e saiu do pescoço dele. O pássaro agora passa bem, mas foi um esforço enorme para se libertar das linhas," relatou Silva.
A pedido da reportagem, o biólogo e observador de aves Fabio Barata analisou as fotos e confirmou que se tratava de um biguá, do gênero Nannopterum brasilianum. O corvo do mar tem entre 58cm e 73cm, envergadura de 100cm e é uma ave aquática que mergulha em busca de comida; ela consegue passar bastante tempo embaixo d'água, ressurgindo na superfície em outro local, com apenas o pescoço de fora.
No período reprodutivo, o biguá adulto é preto amarronzado por cima, com penas brancas nas laterais superiores do pescoço. Após a reprodução, a coloração branca desaparece. Os indivíduos imaturos possuem a parte superior cinza ou marrom-fosco e a inferior mais clara. Além de corvo do mar, os biguás também são conhecidos como mergulhão e Maria preta.
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