Espécie impressiona pelo tamanho, formato incomum e hábitos curiosos, como tomar Sol na superfície do mar e produzir milhões de ovos
Rhauanny Queiroz
Publicado em 08/08/2026, às 12h44
O peixe-lua (Mola mola) voltou a chamar atenção após registros recentes no litoral norte de São Paulo. Considerado um dos peixes mais curiosos do oceano, ele impressiona pelo tamanho, pela aparência incomum e por hábitos bastante diferentes dos observados na maioria das espécies marinhas.
Confira algumas curiosidades sobre esse gigante dos oceanos.
O peixe-lua é considerado o peixe ósseo mais pesado conhecido. Adultos podem ultrapassar duas toneladas, peso comparável ao de um rinoceronte.
Seu corpo é tão curto na parte traseira que muitas pessoas têm a impressão de que o animal é apenas uma enorme cabeça com nadadeiras.
Diferentemente da maioria dos peixes, o peixe-lua não possui uma cauda típica. A região posterior do corpo termina em uma estrutura chamada clavus, formada pela fusão de partes das nadadeiras.
Enquanto muitos peixes usam a cauda para ganhar impulso, o peixe-lua se locomove movimentando principalmente as nadadeiras dorsal e anal, quase como se estivesse batendo asas debaixo d'água.
Uma das imagens mais famosas da espécie é a do peixe-lua deitado de lado na superfície do mar. Os pesquisadores acreditam que esse comportamento ajude o animal a se aquecer após mergulhos em águas mais frias.
Quando permanece na superfície, o peixe-lua pode ser visitado por aves marinhas que retiram parasitas de sua pele, funcionando como uma espécie de limpeza natural.
As fêmeas podem produzir cerca de 300 milhões de ovos em uma única reprodução, um dos maiores números já registrados entre os vertebrados.
Os filhotes nascem minúsculos e aumentam milhares de vezes de tamanho até a fase adulta, tornando-se verdadeiros gigantes dos oceanos. Apesar da aparência estranha, o peixe-lua é um animal pacífico e desempenha papel importante no ecossistema marinho ao se alimentar principalmente de organismos gelatinosos, como águas-vivas.
Cada avistamento próximo à costa desperta grande interesse de pesquisadores e admiradores da vida marinha.