Também conhecido como periquito-monge, animal destaca-se pela inteligência e exige criatório legalizado para domesticação
Redação
Publicado em 22/06/2026, às 11h14
A caturrita, ave da família dos psitacídeos e parente do papagaio, desperta curiosidade por causa de hábitos únicos de convivência e habitação. Também conhecido em outros países como periquito-monge, o animal destaca-se pela capacidade de erguer a própria estrutura para abrigo, uma exceção entre as espécies semelhantes.
Diferente de calopsitas, araras e papagaios, que utilizam ocos de árvores para proteção, a espécie recolhe gravetos e galhos para a construção de estruturas robustas. Esses ninhos atingem proporções imensas e servem de moradia para colônias inteiras.
O veterinário e apresentador Danilo Sato explica a singularidade dessas habitações:
O interessante é que esses ninhos são gigantescos, podendo morar várias famílias ao mesmo tempo. E outra curiosidade é que eles usam esses ninhos não só em época de reprodução, mas também ao longo do ano como abrigo para essas famílias."
A ave possui origem nativa e habita principalmente a região Sul do Brasil, além de outras nações da América do Sul. Em ambiente silvestre, os grupos vivem em bandos numerosos, demonstram alta sociabilidade e comunicam-se por meio de vocalizações intensas. A alimentação na natureza baseia-se em frutos, sementes de arbustos, capins, flores e brotos.
Como animal de estimação, o periquito-monge exige atenção com a dieta e com a procedência legal. A rotina alimentar em cativeiro inclui ração extrusada de alta qualidade, legumes, verduras e porções moderadas de frutas.
Danilo Sato detalha o perfil afetivo da espécie e alerta para as normas de aquisição: "Sãos aves muito inteligentes, aprendem rotinas, reconhecem pessoas, são bastante carinhosos e se apegam bastante aos seus responsáveis.
O veterinário complementa: "São aves de porte médio e, se criadas de forma adequada, podem viver bastante, em torno de 20, 25 anos ou até mais. E para adquirir um animal desse, sempre em criatório legalizado."
Embora a plumagem verde represente o padrão comum encontrado na natureza, o mercado regulamentado dispõe de variações de cores, como azul e cinza, para tutores interessados na domesticação responsável.
*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Santo, para o quadro 'É Pet?', da TV Cultura Litoral.