Pior situação nesta semana é da cidade de Santos, segundo a Cetesb; confira a situação nas demais cidades da Baixada Santista e litoral norte
Esther Zancan
Publicado em 15/08/2025, às 06h32
A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) divulgou, na quinta-feira (14), um levantamento sobre a balneabilidade no litoral de São Paulo. De 175 praias monitoradas, 26 apresentam bandeira vermelha, ou seja, estão impróprias para banho.
A pior situação é a da cidade de Santos, com todas as praias impróprias: Ponta da Praia, Aparecida, Embaré, Boqueirão, Gonzaga e os dois trechos monitorados da praia do José Menino, próximos à rua Olavo Bilac e avenida Frederico Ozanan.
Ainda na Baixada Santista, Guarujá tem apenas a praia do Perequê considerada imprópria. São Vicente tem bandeira vermelha na praia dos Milionários, Gonzaguinha e Prainha. Em Praia Grande, apenas Boqueirão e Vila Tupi estão impróprias.
No litoral sul, Mongaguá tem as praias de Vera Cruz, Santa Eugênia e Itaóca não recomendadas para o banho. Em Peruíbe, apenas a praia da avenida São João está imprópria. Bertioga e Itanhaém tem todas as praias com bandeira verde (próprias para o banho).
Em Ubatuba, o rio Itamambuca e os dois trechos monitorados da praia de Itaguá (próximos aos números 240 e 1.724, da avenida Leovigildo Dias Vieira) estão com bandeira vermelha. Em São Sebastião, apenas a praia da Barra do Saí está imprópria.
Em Ilhabela, as praias de Siriúba, Engenho d’Água, Itaquanduba, Perequê e Portinho não são recomendadas para o banho esta semana. Em Caraguatatuba, todas as praias estão com bandeira verde.
A Cetesb realiza a coleta de amostras de água em diversos pontos da costa paulista, seguindo os critérios definidos pela Resolução nº 274/00 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Segundo Claudia Lamparelli, gerente da divisão de águas litorâneas da Cetesb, o objetivo principal do programa é monitorar a qualidade das praias do estado, permitindo que a população escolha locais seguros para frequentar.
Semanalmente, são realizadas análises para verificar a densidade de bactérias fecais, como enterococos, nas amostras de água coletadas durante cinco semanas consecutivas. Além dessas bactérias, fatores como a presença de óleo, maré vermelha, floração de algas tóxicas e surtos de doenças transmitidas pela água também podem comprometer a qualidade da praia, tornando-a imprópria para banho.
A Cetesb alerta que o banho de mar deve ser evitado até 24 horas após chuvas. Também não é recomendável nadar em canais, córregos e rios que desembocam no oceano, nem ingerir água do mar.
Crianças, idosos e pessoas com imunidade reduzida são mais vulneráveis a doenças e infecções ao entrar em contato com águas contaminadas. Além da gastroenterite, podem ocorrer infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta.
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