Martim-pescador-miúdo, que empatou na votação final em Bertioga, foi registrado pela primeira vez no sul de Minas, algo considerado raro
Mayumi Kitamura
Publicado em 02/09/2025, às 16h53
O martim-pescador-miúdo (Chloroceryle aenea), uma das três aves que empataram no final do concurso para ave-símbolo de Bertioga, foi protagonista de um raro registro no sul de Minas Gerais.
Segundo reportagem publicada pelo portal G1, a espécie foi avistada pela primeira vez na história na cidade de Itajubá (MG), no final de agosto. A aparição incomum, segundo especialistas ouvidos na reportagem, pode ser um indicativo de que pressões ambientais, como o desmatamento, estão empurrando as aves para fora de seus habitats.
O registro em Itajubá foi publicado na plataforma colaborativa WikiAves, confirmando a ocorrência inédita para a região.
Em Bertioga, o martim-pescador-miúdo é uma ave conhecida, habitante de áreas de mangue e vegetação densa. Em maio de 2024, a espécie alcançou a final do concurso para se tornar ave-símbolo da cidade, obtendo 797 votos e empatando tecnicamente com o colhereiro (Platalea ajaja) e o gavião-pombo-pequeno (Amadonastur lacernulatus).
O processo de desempate, no entanto, não teve andamento desde maio de 2024, e não foram divulgadas novas informações sobre a continuidade da escolha da ave-símbolo do município.
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