Filhotes de tartaruga-cabeçuda nascem em praia do litoral de SP

Equipes ambientais registraram 88 filhotes vivos de tartaruga-cabeçuda em área isolada da praia de Paúba, em São Sebastião

Lenildo Silva
Publicado em 20/02/2026, às 17h43

Área foi isolada para garantir segurança dos filhotes até seguirem naturalmente ao mar - Divulgação/PMSS


Equipes do Instituto Argonauta, com apoio da prefeitura de São Sebastião, registraram nascimento de 88 filhotes de tartaruga-cabeçuda, na noite de quinta-feira (19), na praia de Paúba, costa sul do município, no litoral norte de São Paulo,

Trabalho ocorreu após identificação de movimentação na areia que indicava presença de ninho. Durante a vistoria, profissionais encontraram os filhotes vivos e mais dois que nasceram no momento da inspeção técnica.

A área foi isolada para garantir segurança dos animais até que todos seguissem naturalmente em direção ao mar, procedimento padrão em ações de preservação da fauna marinha.



Além dos filhotes vivos, equipes localizaram 15 tartarugas mortas e 20 ovos que não eclodiram; eles foram recolhidos e encaminhados para avaliação técnica e cuidados especializados.

Na quarta-feira (18), equipes já haviam registrado nascimento de quatro filhotes da mesma espécie, após o pescador e ambulante Sebastião Benedito Vargas Santos e sua mulher identificarem os animais na faixa de areia e acionarem órgãos ambientais.

Após o chamado, equipes do Instituto Argonauta, da Secretaria de Meio Ambiente e da Fundação Projeto Tamar realizaram buscas até localizar o ninho durante período noturno.



Segundo o Instituto Argonauta, ausência da tartaruga mãe no local é comportamento natural, pois a espécie deposita os ovos na areia e não acompanha o desenvolvimento dos filhotes.

O período médio de incubação dos ovos de tartarugas marinhas gira em torno de 60 dias, podendo variar conforme condições ambientais e temperatura da areia.

De acordo com a médica veterinária Mariana Zillio, do Instituto Argonauta, a região não é considerada área prioritária de desova, mas registros esporádicos reforçam necessidade de monitoramento contínuo.



Órgãos ambientais orientam que, ao encontrar filhotes ou ninhos, população não deve tocar nem recolher animais e deve acionar equipes técnicas para garantir proteção adequada das tartarugas.

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